Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2020
O paciente com DM, conforme abordado a seguir com a presença de doença aterosclerótica clínica, independentemente da idade, é definido como de risco muito alto, podemos apenas aceitar que:
DM + doença aterosclerótica clínica (eventos vasculares, revascularização, estenose >50%) = risco cardiovascular MUITO ALTO.
Pacientes com Diabetes Mellitus e doença aterosclerótica clínica estabelecida, como histórico de eventos vasculares, procedimentos de revascularização ou estenose arterial significativa (>50%), são classificados como de risco cardiovascular muito alto. Essa classificação é crucial para guiar a intensidade do tratamento e as metas terapêuticas, visando a prevenção secundária de novos eventos.
O Diabetes Mellitus (DM) é um fator de risco independente e potente para doenças cardiovasculares (DCV), sendo a principal causa de morbimortalidade nessa população. A estratificação do risco cardiovascular em pacientes com DM é fundamental para guiar as estratégias de prevenção e tratamento, permitindo uma abordagem individualizada e intensiva para aqueles com maior probabilidade de eventos. Pacientes com DM e doença aterosclerótica clínica estabelecida são, por definição, classificados como de risco cardiovascular muito alto, independentemente da idade. Essa categoria inclui indivíduos que já sofreram eventos vasculares maiores (infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico ou doença arterial periférica sintomática), que foram submetidos a procedimentos de revascularização (coronariana, carotídea ou periférica), ou que apresentam evidência de estenose arterial severa (>50%) em qualquer leito vascular. A amputação não traumática de membros inferiores também é um marcador de doença aterosclerótica avançada. A identificação desses pacientes como de risco muito alto implica na necessidade de metas terapêuticas mais agressivas, como níveis de LDL-colesterol abaixo de 55 mg/dL, controle rigoroso da pressão arterial e glicemia, e o uso de terapias farmacológicas com benefício cardiovascular comprovado, como estatinas de alta intensidade, inibidores de SGLT2 e agonistas de GLP-1. O objetivo é reduzir significativamente o risco de novos eventos cardiovasculares e melhorar o prognóstico a longo prazo.
Os critérios incluem histórico de eventos vasculares (infarto, AVC), revascularização prévia (coronariana, periférica), amputação não traumática de membros inferiores e evidência de estenose arterial severa (>50%) em qualquer território vascular.
A classificação de risco determina a intensidade das intervenções terapêuticas, como metas de LDL-c mais baixas, uso de estatinas de alta potência e outras terapias para prevenção secundária de eventos cardiovasculares.
Não, a presença de doença aterosclerótica clínica estabelecida, independentemente da idade, já é suficiente para classificar o paciente com DM como de risco muito alto.
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