IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Antônia leva sua fila Júlia para consulta na UBS com relato de polidipsia, poliúria, polifagia e emagrecimento. A mãe está preocupada com a criança. Entre os critérios propostos para diagnóstico de Diabetes Mellitus, adotado pelo Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), qual valor de glicemia aleatória seria considerado diagnóstico de diabetes para Júlia?
Criança com sintomas clássicos de DM → glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL é diagnóstica.
Para o diagnóstico de Diabetes Mellitus em crianças, na presença de sintomas clássicos (polidipsia, poliúria, polifagia e emagrecimento), uma glicemia plasmática aleatória (a qualquer hora do dia, sem relação com a última refeição) igual ou superior a 200 mg/dL é suficiente para confirmar o diagnóstico.
O Diabetes Mellitus (DM) em crianças é predominantemente do tipo 1, uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações agudas graves, como a cetoacidose diabética, que pode ser a primeira manifestação da doença. Os critérios diagnósticos para DM em crianças, adotados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e outras entidades, são baseados em níveis de glicemia plasmática. Na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia, como polidipsia, poliúria, polifagia e perda de peso inexplicável, uma glicemia plasmática aleatória (coletada a qualquer momento do dia, independentemente da última refeição) igual ou superior a 200 mg/dL é suficiente para estabelecer o diagnóstico de Diabetes Mellitus. Outros critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia de 2 horas no teste de tolerância à glicose oral (TTOG) ≥ 200 mg/dL, e hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%. É importante ressaltar que, na ausência de sintomas inequívocos, o diagnóstico deve ser confirmado por uma segunda medida alterada em um dia diferente. O manejo envolve a reposição de insulina, monitorização glicêmica e educação do paciente e familiares.
Os sintomas clássicos incluem polidipsia (sede excessiva), poliúria (aumento da frequência urinária), polifagia (aumento do apetite) e perda de peso inexplicável, muitas vezes acompanhados de fadiga e irritabilidade.
Outros critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL (após 8 horas de jejum), glicemia ≥ 200 mg/dL duas horas após teste de tolerância à glicose oral (TTOG) com 75g de glicose, e HbA1c ≥ 6,5%.
O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento adequado (geralmente insulina no DM1), prevenir complicações agudas graves como a cetoacidose diabética e reduzir o risco de complicações crônicas a longo prazo.
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