UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
O diabetes mellitus (DM) é uma síndrome metabólica caracterizada pela presença de hiperglicemia, com várias etiologias possíveis. Na diabete é correto afirmar:
MODY = diabetes familiar, diagnóstico precoce (<25 anos), herança autossômica dominante.
O MODY é uma forma de diabetes monogênico, frequentemente confundido com DM tipo 1 ou 2, mas com características genéticas e clínicas distintas. Sua identificação correta é crucial para o tratamento adequado, que pode variar significativamente dos outros tipos de diabetes.
O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome metabólica complexa, e sua classificação correta é vital para o manejo adequado. Embora o DM tipo 1 e tipo 2 sejam os mais prevalentes, formas menos comuns como o MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young) são cruciais para o diagnóstico diferencial, especialmente em pacientes jovens. O MODY representa um grupo heterogêneo de diabetes monogênicos, caracterizado por disfunção das células beta pancreáticas e herança autossômica dominante. A suspeita de MODY deve surgir em pacientes com diagnóstico de diabetes antes dos 25 anos, com história familiar de diabetes em três gerações e ausência de autoanticorpos típicos do DM tipo 1 ou de características de resistência insulínica do DM tipo 2. A identificação precoce do MODY é fundamental, pois o tratamento pode ser otimizado com sulfonilureias em alguns subtipos, evitando a insulinoterapia desnecessária e melhorando o controle glicêmico e a qualidade de vida. O diagnóstico genético é o padrão-ouro para confirmar o MODY e determinar o subtipo específico, o que direciona a terapia. A compreensão das nuances do DM, incluindo o MODY, é essencial para residentes, permitindo uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais precisa e personalizada, evitando erros de classificação que podem levar a tratamentos inadequados e desfechos desfavoráveis.
O Diabetes MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young) é caracterizado por um início precoce (geralmente antes dos 25 anos), herança autossômica dominante e disfunção das células beta pancreáticas, sem autoimunidade ou resistência insulínica significativa.
Diferente do DM1, o MODY não apresenta autoanticorpos e geralmente não necessita de insulina desde o início. Diferente do DM2, o MODY não está associado à obesidade ou resistência insulínica, e tem um padrão de herança monogênico claro.
O diagnóstico genético é fundamental para confirmar o tipo de MODY, pois diferentes mutações genéticas (ex: HNF1A, GCK) implicam em diferentes abordagens terapêuticas, como o uso de sulfonilureias em vez de insulina em alguns casos, otimizando o tratamento e o prognóstico.
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