CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2021
A Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou prevalência de diabetes melito de 19,9% nos indivíduos na faixa etária de 65 a 74 anos de idade. Está correto o item:
Diabetes no idoso → ↑ mortalidade, ↓ capacidade funcional, ↑ risco de institucionalização.
O diabetes mellitus em idosos está associado a desfechos adversos significativos, incluindo maior taxa de mortalidade e um declínio acelerado na capacidade funcional. Essas complicações levam a uma maior dependência e, consequentemente, a um risco elevado de institucionalização, impactando diretamente a qualidade de vida.
O diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica de alta prevalência, especialmente na população idosa. Dados do IBGE indicam que quase 20% dos indivíduos entre 65 e 74 anos são diabéticos no Brasil, refletindo um desafio significativo de saúde pública. A complexidade do DM em idosos reside não apenas na sua alta prevalência, mas também nas suas interações com o processo de envelhecimento, comorbidades e síndromes geriátricas. A fisiopatologia do DM em idosos é multifatorial, envolvendo resistência à insulina, disfunção das células beta e alterações hormonais. Clinicamente, o DM no idoso frequentemente se manifesta de forma atípica, com sintomas inespecíficos ou ausentes, o que pode atrasar o diagnóstico. As complicações micro e macrovasculares são comuns e contribuem para a morbimortalidade. É crucial suspeitar de DM em idosos com declínio funcional, quedas recorrentes ou infecções de repetição. O manejo do DM em idosos deve ser individualizado, com metas glicêmicas menos rigorosas para evitar hipoglicemia, que é particularmente perigosa nessa faixa etária. O foco do tratamento vai além do controle glicêmico, abrangendo a prevenção de complicações, a manutenção da capacidade funcional e a melhoria da qualidade de vida. A redução da capacidade funcional e o aumento da mortalidade são desfechos bem estabelecidos, culminando em um maior risco de institucionalização, o que ressalta a importância de uma abordagem geriátrica abrangente para o residente.
O diabetes mellitus em idosos está associado a um aumento significativo da mortalidade, principalmente devido a complicações cardiovasculares, renais e infecciosas.
O diabetes pode reduzir a capacidade funcional do idoso através de neuropatia, retinopatia, nefropatia, doença vascular periférica e sarcopenia, levando a limitações nas atividades diárias e maior fragilidade.
A redução da capacidade funcional, o aumento da dependência para atividades básicas e instrumentais da vida diária, e o maior risco de quedas e outras complicações levam a uma necessidade de cuidados mais intensivos, aumentando o risco de institucionalização.
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