HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Gestante de 32 anos de idade, com 12 semanas, comparece a sua primeira consulta de pré-natal. Não refere nenhum antecedente pessoal e não faz uso de nenhuma medicação. Tem PA: 120 × 80 mmHg e IMC: 29 kg/m². O exame obstétrico é compatível com a idade gestacional. Traz resultado de exames solicitados na UBS e coletados há uma semana, sem ter feito jejum: hemoglobina: 12 mg/dL, plaquetas: 180 mil/mm³, glicemia: 210 mg/dL, sorologias todas negativas. Nesse caso,
Glicemia casual ≥ 200 mg/dL em gestante = Diabetes Mellitus diagnosticado na gravidez, não necessita de jejum ou TOTG para diagnóstico.
Uma glicemia casual (não em jejum) ≥ 200 mg/dL em qualquer momento da gestação é critério diagnóstico para Diabetes Mellitus diagnosticado na gravidez. Não é necessário repetir o exame em jejum ou realizar o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) para confirmar o diagnóstico nesse cenário.
O diabetes mellitus na gravidez é uma condição que exige atenção e manejo cuidadosos, devido aos riscos maternos e fetais associados. É fundamental diferenciar o diabetes mellitus pré-gestacional (não diagnosticado previamente) ou o diabetes tipo 2 que se manifesta na gravidez, do diabetes gestacional propriamente dito. O diagnóstico precoce permite a implementação de medidas terapêuticas que minimizam complicações como macrossomia fetal, pré-eclâmpsia, parto prematuro e hipoglicemia neonatal. Os critérios diagnósticos para diabetes mellitus na gravidez são rigorosos. Uma glicemia casual (coletada a qualquer momento do dia, sem necessidade de jejum) igual ou superior a 200 mg/dL é, por si só, um critério diagnóstico para diabetes mellitus, independentemente da presença de sintomas clássicos de hiperglicemia. Nesses casos, a condição é classificada como "diabetes mellitus diagnosticado na gravidez", o que implica um manejo mais intensivo e precoce do que o diabetes gestacional típico. É um erro comum confundir essa situação com a necessidade de rastreamento para diabetes gestacional, que geralmente ocorre entre 24 e 28 semanas de gestação e utiliza o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) ou critérios de glicemia de jejum mais brandos (92-125 mg/dL). Quando uma gestante apresenta uma glicemia casual ≥ 200 mg/dL, o diagnóstico de diabetes já está estabelecido, e a conduta deve ser iniciada prontamente, focando no controle glicêmico rigoroso através de dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia.
Uma glicemia casual (coletada a qualquer hora do dia, sem jejum) de 200 mg/dL ou mais em gestantes é suficiente para o diagnóstico de diabetes mellitus diagnosticado na gravidez.
Diabetes mellitus diagnosticado na gravidez refere-se a qualquer diabetes que atenda aos critérios de DM franco (glicemia de jejum ≥ 126, casual ≥ 200, HbA1c ≥ 6,5%) e seja diagnosticado durante a gestação. Diabetes gestacional é a intolerância à glicose que surge ou é reconhecida pela primeira vez na gravidez, com critérios mais brandos (glicemia de jejum 92-125 ou TOTG alterado).
Não, o TOTG não é necessário. Uma glicemia casual ≥ 200 mg/dL já estabelece o diagnóstico de diabetes mellitus, e o TOTG é utilizado para rastreamento de diabetes gestacional em pacientes que não preenchem os critérios de DM franco.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo