Diabetes Gestacional: Rastreamento e Fatores de Risco no Pré-Natal

UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

Gestante de 40 anos, G3Pc1A1 com 27 semanas de gestação vem à consulta prénatal na unidade de saúde. Trouxe resultado da colpocitologia oncótica colhida com 16 semanas indicando lesão intraepitelial de alto grau. No exame geral e obstétrico nota-se: IMC: 42, Pressão Arterial =140x100 mmHg, Altura Uterina =32 cm, situação longitudinal, posição dorso à direita e apresentação cefálica. BCF = 158 bpm. Dentre as orientações dadas à paciente, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A colpocitologia indicou lesão precursora do câncer de colo uterino, deve-se indicar colposcopia com biópsia.
  2. B) Devido o IMC elevado da gestante, deve-se suprimir a suplementação de ferro.
  3. C) Importante prescrever anti-inflamatório hormonal.
  4. D) Encaminhar à maternidade para internar e controlar os parâmetros clínicos.
  5. E) Realizar teste oral de tolerância à glicose.

Pérola Clínica

Gestante com IMC alto, PA elevada, idade >35a → Rastrear Diabetes Gestacional com TOTG.

Resumo-Chave

A paciente apresenta múltiplos fatores de risco para Diabetes Mellitus Gestacional (idade >35 anos, obesidade, hipertensão, altura uterina elevada). O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) é o método padrão para rastreamento e diagnóstico de DMG, geralmente realizado entre 24 e 28 semanas de gestação.

Contexto Educacional

A gestação é um período de importantes adaptações fisiológicas, e o pré-natal é crucial para identificar e manejar condições que podem afetar a saúde materno-fetal. A paciente em questão apresenta múltiplos fatores de risco que demandam atenção. Sua idade avançada (40 anos), obesidade (IMC 42) e hipertensão arterial (140x100 mmHg) são fortes indicadores para o rastreamento de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) e pré-eclâmpsia, além de outras complicações. O Diabetes Mellitus Gestacional é uma condição comum que, se não controlada, pode levar a complicações como macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, icterícia, e aumento do risco de cesariana e diabetes tipo 2 para a mãe no futuro. O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) é o método padrão para o diagnóstico de DMG, geralmente realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, mas pode ser antecipado em pacientes de alto risco. A altura uterina de 32 cm com 27 semanas também sugere um feto grande para a idade gestacional, reforçando a necessidade do rastreamento de DMG. Quanto à lesão intraepitelial de alto grau (HSIL) na colpocitologia, embora seja uma lesão precursora do câncer de colo uterino, a conduta na gestação é geralmente expectante, com colposcopia e biópsia, mas postergando o tratamento excisional para o pós-parto, a menos que haja suspeita de invasão. Portanto, a prioridade imediata para esta paciente, considerando seus múltiplos fatores de risco e a idade gestacional, é o rastreamento do diabetes gestacional.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para Diabetes Mellitus Gestacional (DMG)?

Os principais fatores de risco para DMG incluem idade materna avançada (>35 anos), obesidade (IMC >30 kg/m²), história familiar de diabetes, história prévia de DMG ou macrossomia fetal, e síndromes como ovários policísticos.

Quando e como é realizado o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) na gestação?

O TOTG é geralmente realizado entre 24 e 28 semanas de gestação. Consiste na dosagem da glicemia em jejum, seguida da ingestão de 75g de glicose, com novas dosagens de glicemia 1 e 2 horas após a ingestão.

Qual a conduta para uma lesão intraepitelial de alto grau (HSIL) diagnosticada na gestação?

A lesão intraepitelial de alto grau (HSIL) na gestação requer colposcopia com biópsia dirigida. No entanto, o tratamento definitivo é geralmente postergado para o pós-parto, devido aos riscos de prematuridade e hemorragia associados a procedimentos invasivos durante a gravidez.

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