INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Multípara, 37 semanas, obesa, apresentando diabetes mellitus gestacional controlada com insulina NPH e regular. Evoluiu para parto normal, e o recém-nascido pesou 3.300 g. A conduta no puerpério imediato deve ser
DMG pós-parto → suspender insulinoterapia = reavaliar glicemia em 6-12 semanas para rastreamento de DM tipo 2.
No puerpério imediato, a insulinoterapia para diabetes mellitus gestacional (DMG) deve ser suspensa, pois a remoção da placenta elimina a fonte de hormônios diabetogênicos; a maioria das mulheres retorna à normoglicemia. É crucial realizar rastreamento para diabetes tipo 2 em 6 a 12 semanas pós-parto.
O diabetes mellitus gestacional (DMG) é uma condição comum na gravidez, caracterizada por intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gestação. A conduta no puerpério imediato para pacientes com DMG é um ponto crucial, pois a fisiologia materna muda drasticamente após o parto. Com a dequitação da placenta, a principal fonte de hormônios com efeito diabetogênico (como lactogênio placentário, progesterona e estrogênio) é removida, levando a uma rápida melhora da resistência à insulina. Consequentemente, a maioria das mulheres com DMG retorna à normoglicemia imediatamente após o parto, tornando a manutenção da insulinoterapia desnecessária e potencialmente perigosa devido ao risco de hipoglicemia. É fundamental que, após a suspensão da insulina, a paciente seja orientada sobre a importância do rastreamento para diabetes tipo 2, geralmente com um teste de tolerância à glicose oral (TTGO) entre 6 e 12 semanas pós-parto, devido ao risco aumentado de desenvolver a doença no futuro.
A suspensão ocorre porque a dequitação da placenta remove a principal fonte de hormônios diabetogênicos, resultando na rápida melhora da resistência à insulina.
O próximo passo é realizar um teste de tolerância à glicose oral (TTGO) entre 6 e 12 semanas pós-parto para rastrear diabetes tipo 2 ou intolerância à glicose.
Fatores de risco incluem obesidade, história familiar de diabetes, necessidade de insulina durante a gravidez e DMG recorrente em gestações anteriores.
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