Diabetes Gestacional Descompensado: Manejo e Conduta

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2019

Enunciado

ASF, 40 anos, tercigesta, secundípara, teve o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 5 anos. Os dois primeiros partos foram normais, há 10 e 8 anos, com fetos AIG e no termo. Vem sendo controlada metabolicamente com dieta, atividade física e insulinoterapia na dose total de 60 UI ao dia, entre insulinas regular e NPH, com perfis glicêmicos mostrando metas não atingidas com glicemias médias diárias acima de 140 mg%. Atualmente está com 34 semanas de gestação, e ecografia realizada hoje revela feto GIG, percentil 95%, líquido amniótico (LA) aumentado, ILA = 250 mm. Nesse caso, a melhor conduta é:

Alternativas

  1. A) internar a paciente para melhorar seus níveis glicêmicos, aumentando as doses de insulinas, permitindo avançar mais na idade gestacional e realizando propedêutica de vitalidade fetal, peso e volume de LA.
  2. B) realizar interrupção da gestação, em virtude do alto risco de óbito fetal, posto que a polidramnia e a macrossomia são quadros irreversíveis. 
  3. C) compensar o diabetes corrigindo o esquema das insulinas, para permitir levar a gestação até 40 semanas.
  4. D) prescrever corticoide por 2 dias e resolver a gestação por cesariana.
  5. E) prescrever corticoide por 2 dias e resolver a gestação por indução do parto.

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