UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
A diabete durante a gestação ocorre com mais frequência nas formas de diabete melito prévia e diabete melito gestacional. Quais das seguintes são complicações, maternas ou fetais, possíveis do mau controle de diabete na gestação?
Diabetes gestacional mal controlada → ↑ risco óbito fetal, distocia de ombro, abortamento, malformações congênitas.
O controle glicêmico rigoroso é fundamental na gestação para prevenir uma gama de complicações maternas e fetais. A hiperglicemia crônica e aguda afeta diretamente o desenvolvimento fetal e a saúde materna, aumentando riscos como malformações, macrossomia e cetoacidose.
A diabetes na gestação, seja prévia ou gestacional, exige controle rigoroso para evitar desfechos adversos. A hiperglicemia materna atua como um teratógeno, especialmente no primeiro trimestre, aumentando o risco de malformações congênitas graves. No segundo e terceiro trimestres, o excesso de glicose fetal leva à hiperinsulinemia, resultando em macrossomia, polidrâmnio e maior risco de óbito fetal. As complicações maternas incluem pré-eclâmpsia, infecções, cetoacidose diabética e maior chance de parto operatório. Para o feto, além das malformações e macrossomia, há risco de hipoglicemia neonatal, icterícia, policitemia e síndrome da angústia respiratória. O abortamento espontâneo também é mais frequente em gestações com diabetes mal controlada. O manejo envolve monitorização glicêmica intensiva, dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia. O objetivo é manter a glicemia em níveis próximos aos da não-diabética para otimizar os resultados maternos e perinatais, reduzindo significativamente a morbimortalidade associada.
As principais complicações fetais incluem macrossomia, óbito fetal, malformações congênitas (especialmente cardíacas e do sistema nervoso central), síndrome da angústia respiratória do recém-nascido e hipoglicemia neonatal.
As complicações maternas incluem pré-eclâmpsia, cetoacidose diabética, infecções (urinárias, candidíase), polidrâmnio e aumento do risco de diabetes tipo 2 pós-parto.
A distocia de ombro ocorre devido à macrossomia fetal, um crescimento excessivo do feto, especialmente dos ombros, causado pela hiperglicemia materna que estimula o crescimento fetal excessivo.
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