Diabetes Gestacional: Diagnóstico com Glicemia de Jejum

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025

Enunciado

VBA, 35 anos, 2G1P cesárea anterior, vem para consulta pré-natal com 22 semanas de idade gestacional. Está em uso de sulfato ferroso e ácido fólico. Traz alguns exames solicitados previamente com os seguintes resultados:Tipagem sanguínea: A negativo; Coombs negativo.Sorologia para sífilis, hepatite C, rubéola e toxoplasmose: negativos.Sorologia para CMV IgG positivo e IgM negativo. Glicemia jejum 94 mg/dL. TSH 3,5. Hb 11/Ht 33.Exame morfológico normal no primeiro trimestre.Exame físico: peso 60 kg, PA = 110 x 70 mmHg; AU = 21 cm, BCF = 160 bpm; DU ausente.Qual a conduta mais adequada nesse momento?

Alternativas

  1. A) Aumentar a dose de sulfato ferroso.
  2. B) Prescrever Rhogan e vacina VSR.
  3. C) Orientar dieta para diabetes e vacina dTPA.
  4. D) Prescrever levotiroxina 75 mcg e polivitamínicos.

Pérola Clínica

Glicemia de jejum na gestação ≥ 92 mg/dL = diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), exigindo orientação dietética imediata.

Resumo-Chave

O diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) pode ser feito com um único valor de glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL. A conduta inicial é a terapia nutricional e atividade física. A vacina dTpa é recomendada a partir da 20ª semana para proteger o recém-nascido contra coqueluche.

Contexto Educacional

O acompanhamento pré-natal adequado envolve a triagem e o manejo de diversas condições que podem afetar a saúde materna e fetal. O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma das mais prevalentes, e seu diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como macrossomia fetal, pré-eclâmpsia e distócia de ombro. O diagnóstico de DMG, segundo os critérios atuais, pode ser estabelecido com um único valor de glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL. Este critério simplifica o rastreamento e permite o início imediato da conduta, que consiste primariamente em terapia nutricional e estímulo à atividade física. O monitoramento glicêmico é então instituído para avaliar a necessidade de farmacoterapia, como metformina ou insulina. Além do DMG, outros pontos de atenção no pré-natal incluem a vacinação, como a da dTpa a partir de 20 semanas para proteção do neonato contra coqueluche, e o monitoramento de outras condições como o hipotireoidismo subclínico (TSH > 2.5-3.0 mU/L) e a anemia. A abordagem integrada de todos esses fatores é essencial para um desfecho gestacional favorável.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Diabetes Mellitus Gestacional (DMG)?

O diagnóstico de DMG pode ser feito com um dos seguintes critérios no TOTG 75g: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, glicemia 1h após ≥ 180 mg/dL, ou glicemia 2h após ≥ 153 mg/dL. Um único valor alterado é suficiente. Uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL em qualquer momento já fecha o diagnóstico.

Quando a vacina dTpa deve ser administrada na gestação e por quê?

A vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto) deve ser administrada em toda gestação, preferencialmente entre 20 e 36 semanas. Seu objetivo é a produção de anticorpos maternos que são transferidos ao feto, protegendo o recém-nascido contra a coqueluche nos primeiros meses de vida.

Qual o valor de referência do TSH no segundo trimestre de gestação?

As diretrizes recomendam valores de TSH específicos para cada trimestre. Para o segundo trimestre, o limite superior geralmente aceito é entre 2.5 e 3.0 mU/L. Valores acima disso, como 3.5, caracterizam hipotireoidismo subclínico e a necessidade de tratamento deve ser individualizada.

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