SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2022
Gestante de 27 semanas realizou teste oral de tolerância à glicose em seus exames de rotina do pré-natal. O resultado foi: 92 – 198 – 124 (jejum, primeira hora e segunda hora após sobrecarga de glicose, respectivamente). Sobre o caso, assinale a conduta CORRETA:
DMG (TOTG alterado) → Dieta, exercícios, monitorização glicêmica.
Os valores do TOTG (jejum >92, 1h >180, 2h >153) indicam Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) se pelo menos um valor for alterado. No caso, 198 mg/dL na 1ª hora confirma o diagnóstico. A conduta inicial é sempre não farmacológica, com orientação de dieta e exercícios, além do monitoramento rigoroso da glicemia.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É uma condição comum que afeta aproximadamente 10-20% das gestações e está associada a riscos maternos e fetais, como macrossomia, pré-eclâmpsia e distocia de ombro. O rastreamento universal é recomendado, geralmente entre 24 e 28 semanas de gestação, utilizando o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. Os valores de corte para diagnóstico são: jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL ou 2 horas ≥ 153 mg/dL. A presença de pelo menos um desses valores alterados confirma o diagnóstico. Uma vez diagnosticado o DMG, a conduta inicial e mais importante é a intervenção no estilo de vida. Isso inclui orientação nutricional com dieta individualizada, focando na redução de carboidratos simples e na distribuição adequada das refeições, e a prática de exercícios físicos moderados, se não houver contraindicações obstétricas. Além disso, é fundamental que a gestante realize o automonitoramento da glicemia capilar com glicosímetro, registrando os valores para avaliação e ajuste do plano terapêutico. A insulinoterapia é introduzida apenas se as metas glicêmicas não forem alcançadas com as medidas não farmacológicas após 1 a 2 semanas. O controle rigoroso do DMG é crucial para prevenir complicações maternas e fetais, garantindo um desfecho gestacional mais favorável.
Os critérios diagnósticos para Diabetes Mellitus Gestacional pelo TOTG (75g de glicose) são: jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL ou 2 horas ≥ 153 mg/dL. O diagnóstico é feito se pelo menos um desses valores for atingido ou ultrapassado.
A primeira linha de tratamento para Diabetes Mellitus Gestacional é o manejo não farmacológico, que inclui orientação nutricional (dieta balanceada), prática de exercícios físicos regulares e monitorização rigorosa da glicemia capilar com glicosímetro.
A insulinoterapia é indicada para DMG quando o manejo não farmacológico (dieta e exercícios) não é suficiente para atingir as metas glicêmicas após 1 a 2 semanas de implementação, ou em casos de hiperglicemia muito elevada já no diagnóstico.
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