Diabetes Gestacional: Diagnóstico Precoce no Pré-Natal

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022

Enunciado

Paciente primigesta, 8 semanas de gestação, vem para primeira consulta de pré-natal e apresenta glicemia de jejum de 96 m/dL. De acordo com o consenso Rastreamento e diagnóstico de diabetes mellitus gestacional no Brasil, de 2017, a paciente

Alternativas

  1. A) tem rastreio positivo para diabetes gestacional, devendo realizar imediatamente o teste oral de tolerância à glicose. Em caso de teste oral positivo, o seguimento dessa patologia deve ser realizado por meio de glicemia capilar.
  2. B) já tem diagnóstico de diabetes gestacional, sendo necessário, para seguimento dessa patologia, o perfil glicêmico por meio de glicemia capilar.
  3. C) tem rastreio positivo para diabetes gestacional, devendo realizar imediatamente o teste oral de tolerância à glicose. Em caso de teste oral positivo, o seguimento dessa patologia deve ser realizado por meio de glicemia capilar.
  4. D) tem rastreio positivo para diabetes gestacional, devendo realizar o teste oral de tolerância à glicose entre 24 a 28 semanas. Em caso de teste oral positivo, o seguimento dessa patologia deve ser realizado por meio de glicemia capilar.
  5. E) Nenhuma das anteriores.

Pérola Clínica

Glicemia de jejum entre 92-125 mg/dL na 1ª consulta pré-natal → diagnóstico de DMG.

Resumo-Chave

De acordo com o Consenso Brasileiro de Diabetes Gestacional de 2017, uma glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL na primeira consulta de pré-natal (até 20 semanas) já é diagnóstica de Diabetes Mellitus Gestacional. Não é necessário realizar o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) nesse momento para o diagnóstico, que será reservado para rastreio entre 24-28 semanas se a glicemia inicial for normal.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição de intolerância à glicose que surge ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Sua prevalência tem aumentado, e o diagnóstico e manejo adequados são cruciais para prevenir complicações maternas (pré-eclâmpsia, parto prematuro) e fetais (macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia). De acordo com o Consenso Brasileiro de Diabetes Gestacional de 2017, o rastreamento e diagnóstico devem ser iniciados na primeira consulta de pré-natal. Uma glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL (inclusive) já é diagnóstica de DMG. Se a glicemia de jejum for < 92 mg/dL, o rastreamento com o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g deve ser realizado entre 24 e 28 semanas de gestação. Uma vez diagnosticado o DMG, o seguimento e manejo incluem monitoramento glicêmico rigoroso (geralmente por glicemia capilar), orientação nutricional, atividade física e, se necessário, insulinoterapia. O objetivo é manter a glicemia dentro das metas para otimizar os resultados maternos e perinatais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional na primeira consulta?

Na primeira consulta de pré-natal (até 20 semanas), o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional é estabelecido se a glicemia de jejum for ≥ 92 mg/dL e < 126 mg/dL. Valores ≥ 126 mg/dL ou HbA1c ≥ 6,5% indicam diabetes pré-gestacional.

Quando o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) é indicado para rastreamento de DMG?

O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g é indicado para rastreamento de DMG entre 24 e 28 semanas de gestação, caso a glicemia de jejum na primeira consulta tenha sido normal (< 92 mg/dL).

Qual a importância do diagnóstico precoce do Diabetes Mellitus Gestacional?

O diagnóstico precoce do DMG é fundamental para iniciar o manejo adequado (dieta, exercícios, insulinoterapia se necessário) o mais rápido possível, minimizando os riscos de complicações maternas (pré-eclâmpsia, parto prematuro) e fetais (macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, maior risco de obesidade e diabetes tipo 2 na vida adulta).

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