HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
O diabetes mellitus gestacional é a forma mais prevalente de hiperglicemia na gestação e por isso é fundamental ao pré-natalista seu conhecimento. Assinale a alternativa correta de acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2022):
Metas glicêmicas DMG (SBD 2022): Jejum <95 mg/dL, 1h pós-prandial <140 mg/dL, 2h pós-prandial <120 mg/dL.
O controle rigoroso da glicemia é fundamental no Diabetes Mellitus Gestacional para otimizar os desfechos maternos e fetais. As metas glicêmicas são estritas e a insulinoterapia é a primeira escolha farmacológica quando a dieta e o exercício não são suficientes.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É a complicação metabólica mais comum da gestação, afetando cerca de 10-20% das gestantes no Brasil, e está associado a riscos maternos e fetais significativos, como macrossomia, hipoglicemia neonatal e pré-eclâmpsia. O diagnóstico e o manejo adequados do DMG são cruciais para otimizar os desfechos. As Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD 2022) enfatizam a importância do controle glicêmico rigoroso. As metas são: glicemia de jejum < 95 mg/dL, glicemia 1 hora pós-prandial < 140 mg/dL e glicemia 2 horas pós-prandial < 120 mg/dL. O tratamento inicial envolve mudanças no estilo de vida (dieta e atividade física). Se as metas não forem atingidas em 1-2 semanas, a insulinoterapia é a primeira escolha farmacológica, sendo considerada segura e eficaz. A metformina pode ser uma alternativa em casos selecionados, mas não é a primeira escolha. A glibenclamida é geralmente desaconselhada devido a maior risco de hipoglicemia neonatal.
As metas de controle glicêmico para gestantes com DMG são: glicemia de jejum < 95 mg/dL, glicemia 1 hora pós-prandial < 140 mg/dL e glicemia 2 horas pós-prandial < 120 mg/dL.
A insulina é a medicação de primeira escolha para o tratamento farmacológico do DMG quando as mudanças no estilo de vida (dieta e exercício) não são suficientes para atingir as metas glicêmicas, devido à sua segurança e eficácia.
Embora a metformina possa ser usada em casos selecionados, a insulina é preferível. A glibenclamida não é recomendada como primeira ou segunda opção devido à maior taxa de hipoglicemia neonatal e passagem placentária.
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