Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021
Considerando o Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), é correto afirmar que:
DMG: macrossomia fetal pode ocorrer mesmo com glicemia "próxima ao normal" devido à complexidade metabólica.
A macrossomia fetal é uma das complicações mais frequentes do Diabetes Mellitus Gestacional. Mesmo com um controle glicêmico considerado adequado, a fisiopatologia do DMG pode levar a um crescimento fetal excessivo, exigindo monitoramento rigoroso.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro diagnóstico durante a gravidez. É uma condição comum que afeta aproximadamente 10-20% das gestações, dependendo da população estudada e dos critérios diagnósticos utilizados. O rastreamento e diagnóstico precoce são essenciais para prevenir complicações maternas e fetais, sendo um dos principais desafios da assistência pré-natal. A fisiopatologia do DMG envolve uma resistência à insulina aumentada, induzida por hormônios placentários (como lactogênio placentário humano, progesterona, estrogênio e cortisol), que antagonizam a ação da insulina. Quando o pâncreas materno não consegue compensar essa resistência com um aumento adequado na produção de insulina, ocorre hiperglicemia. O descontrole glicêmico, especialmente no primeiro trimestre, está associado a um risco aumentado de malformações congênitas e aborto espontâneo, enquanto no segundo e terceiro trimestres, as principais preocupações são a macrossomia fetal e outras complicações neonatais. O manejo do DMG inclui dieta, exercícios físicos e, se necessário, insulinoterapia. O objetivo é manter os níveis glicêmicos dentro de metas rigorosas para minimizar os riscos. Mesmo com um controle glicêmico aparentemente adequado, a macrossomia fetal pode ocorrer devido a flutuações glicêmicas ou outros fatores metabólicos maternos e fetais, ressaltando a importância do monitoramento contínuo e da individualização do tratamento.
As principais complicações incluem macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, icterícia, policitemia, síndrome do desconforto respiratório e, em casos de descontrole grave, malformações congênitas e morte fetal.
Mesmo com valores médios próximos ao normal, picos pós-prandiais ou uma sensibilidade fetal aumentada à insulina materna podem levar ao crescimento excessivo. A fisiopatologia é complexa e nem sempre totalmente controlada apenas pela glicemia.
Os principais hormônios são o lactogênio placentário humano, progesterona, estrogênio, cortisol e prolactina, que atuam antagonizando a ação da insulina e aumentando a glicemia materna para suprir as necessidades fetais.
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