UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2020
Primigesta de 40 anos está em acompanhamento em ambulatório de pré-natal de alto risco devido resultado de TOTG 75g realizado com 25 semanas de gestação, com os seguintes resultados: jejum = 90 mg/dL, 1 hora = 183 mg/dL, 2 horas = 144 mg/dL. Avalie as afirmações abaixo: I. A patologia da paciente é causada por hormônios secretados pela placenta como cortisol, hormônio do crescimento e hormônio lactogênio placentário que reduzem a produção de insulina nas gestantes. II. Caso esta gestante chegue ao final da gestação em uso de insulina, seu uso deverá ser suspenso por completo imediatamente após o parto. III. Há maior risco de nascimento de feto grande para a idade gestacional, necessidade de realizar cesária, hipoglicemia neonatal e aumento dos níveis de peptídeo C no cordão umbilical. IV. O tratamento inicial dessa paciente deve ser insulina NPH devido a idade > 35 anos. V. Essa paciente tem maior risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 no futuro e o feto tem maior risco de apresentar obesidade infantil. Quanto à patologia apresentada pela paciente, é correto o que se afirma em:
DMG: ↑ hormônios placentários → ↓ sensibilidade à insulina. Tratamento inicial: dieta/exercício. Risco materno: DM2 futuro. Risco fetal: macrossomia, hipoglicemia.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é caracterizado por intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gestação. A fisiopatologia envolve principalmente a resistência à insulina induzida por hormônios placentários. O tratamento inicial é sempre não farmacológico, com dieta e atividade física, e a insulina é reservada para casos que não atingem as metas glicêmicas.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição comum na gravidez, definida como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gestação. Seu diagnóstico é crucial para prevenir complicações maternas e fetais. O rastreamento geralmente ocorre entre a 24ª e 28ª semana de gestação, utilizando o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. A fisiopatologia do DMG é complexa, envolvendo principalmente a resistência à insulina induzida por hormônios placentários, como o lactogênio placentário, cortisol, progesterona e estrogênio. Esses hormônios antagonizam a ação da insulina, exigindo uma maior produção pancreática. Quando o pâncreas materno não consegue compensar essa demanda, ocorre hiperglicemia. As complicações incluem macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, icterícia, pré-eclâmpsia e maior risco de diabetes tipo 2 para a mãe no futuro. O manejo inicial do DMG é sempre com terapia nutricional e atividade física. Se as metas glicêmicas não forem atingidas, a insulinoterapia é o tratamento de escolha, sendo a insulina NPH e/ou regular as mais utilizadas. Após o parto, a insulina é geralmente suspensa, mas a mulher deve ser reavaliada para diabetes tipo 2 em 6-12 semanas e monitorada anualmente.
Os critérios da SOGESP/ADA para TOTG 75g são: jejum ≥ 92 mg/dL, 1h ≥ 180 mg/dL, 2h ≥ 153 mg/dL. Um único valor alterado já diagnostica DMG.
A fisiopatologia envolve a resistência à insulina, principalmente devido à ação de hormônios placentários (lactogênio placentário, cortisol, progesterona, estrogênio) que aumentam a glicemia e exigem maior produção de insulina pelo pâncreas materno.
Para a mãe, há maior risco de pré-eclâmpsia, parto prematuro e desenvolvimento de diabetes tipo 2 futuro. Para o feto, as complicações incluem macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório e maior risco de obesidade infantil.
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