Diabetes Gestacional: Critérios Diagnósticos e Rastreamento

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2023

Enunciado

O diagnóstico de diabetes gestacional vem sofrendo alterações ao longo dos anos, porém é um tema bastante importante no que diz respeito à assistência maternofetal. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O diagnóstico de diabetes prévio à gravidez, ou overt diabetes, ocorre quando se obtém uma hemoglobina glicada acima de 5,7% e (ou) uma glicemia de jejum entre 100 e 126.
  2. B) O tratamento inicial comumente relacionado a diabetes gestacional inclui o uso de hipoglicemiantes orais como a metformina, com estudos que descartam o risco de malformações fetais.
  3. C) As complicações relacionadas a diabetes incluem prematuridade, oligoâmnio, macrossomia fetal e morte súbita fetal, independentemente do controle glicêmico adequado.
  4. D) O diagnóstico de diabetes gestacional pode ser feito por meio do teste de tolerância à glicose pós 75 g de dextrosol com valores de: jejum, acima de 92; 1 hora após, acima de 180; e 2 horas após, acima de 153.
  5. E) A associação entre a diabetes e a dislipidemia e (ou) a obesidade deve ser considerada e, muitas vezes, o uso de medicações hipolipemiantes pode se relacionar a uma diminuição dos riscos cardiovasculares.

Pérola Clínica

Critérios DMG (75g TTG): Jejum ≥92, 1h ≥180, 2h ≥153 mg/dL (1 valor alterado = DMG).

Resumo-Chave

O diagnóstico do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações maternas e fetais. Os critérios diagnósticos baseados no teste de tolerância à glicose com 75g são padronizados e devem ser rigorosamente seguidos para garantir a identificação precoce.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Sua prevalência tem aumentado, e o diagnóstico precoce e o manejo adequado são fundamentais para prevenir complicações maternas e fetais. O rastreamento universal é recomendado entre 24 e 28 semanas de gestação, mas pode ser antecipado em grupos de alto risco. O diagnóstico de DMG é estabelecido através do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. Os valores de corte são: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora após a sobrecarga ≥ 180 mg/dL e 2 horas após a sobrecarga ≥ 153 mg/dL. A presença de um único valor igual ou acima do limite já é suficiente para o diagnóstico de DMG. É importante diferenciar o DMG do diabetes prévio à gravidez (overt diabetes), que possui critérios diagnósticos mais rigorosos. O tratamento inicial do DMG envolve modificações no estilo de vida, como dieta e e exercícios físicos. Se o controle glicêmico não for alcançado apenas com essas medidas, a insulinoterapia é a primeira linha de tratamento farmacológico. A metformina pode ser considerada em alguns casos, mas não é isenta de riscos e deve ser usada com cautela. O controle glicêmico rigoroso é essencial para reduzir o risco de complicações como macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, pré-eclâmpsia e parto prematuro.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de diabetes gestacional com o TTG 75g?

O diagnóstico de DMG é feito se um ou mais dos seguintes valores forem atingidos ou excedidos durante o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora após a sobrecarga ≥ 180 mg/dL, ou 2 horas após a sobrecarga ≥ 153 mg/dL.

Quando o rastreamento para diabetes gestacional deve ser realizado?

O rastreamento universal para DMG é recomendado para todas as gestantes entre 24 e 28 semanas de gestação. Em pacientes de alto risco, como aquelas com obesidade ou histórico familiar de diabetes, o rastreamento pode ser realizado mais precocemente, no primeiro trimestre.

Quais as principais complicações maternas e fetais do diabetes gestacional não controlado?

As complicações maternas incluem pré-eclâmpsia, parto prematuro e aumento da taxa de cesariana. As complicações fetais incluem macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório, e maior risco de obesidade e diabetes tipo 2 na vida adulta da criança.

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