INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Primigesta com 36 anos de idade e com 26 semanas de gestação comparece à consulta de rotina de pré-natal na Unidade de Saúde da Família (USF). A paciente nega queixas, apresenta situação vacinai atualizada, sorologias de segundo trimestre negativas e procura checagem do resultado do teste oral de tolerância à glicose, realizado há 1 semana. O resultado da glicemia de jejum de primeiro trimestre foi de 90 mg/dL. O médico de Família e Comunidade identifica, no teste oral de tolerância à glicose, glicemia de jejum de 85 mg/dL e encontra o valor de 192 mg/dL na dosagem após 1 hora de sobrecarga e o de 180 mg/dL na dosagem após 2 horas. Com relação a esse caso, quais são, respectivamente, o diagnóstico e a conduta corretos?
DMG = 1 valor alterado no TOTG (jejum ≥92, 1h ≥180, 2h ≥153). Diagnóstico implica pré-natal de alto risco.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é feito quando pelo menos um dos valores do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g está alterado. A presença de DMG classifica a gestação como de alto risco, necessitando de acompanhamento especializado.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose que se inicia ou é primeiramente diagnosticado durante a gestação. É uma condição comum, afetando uma parcela significativa das gestantes, e seu diagnóstico e manejo adequados são cruciais para a saúde materno-fetal. A idade materna avançada, como no caso (36 anos), é um fator de risco importante. O rastreamento do DMG geralmente ocorre entre 24 e 28 semanas de gestação, utilizando o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. Os critérios diagnósticos são rigorosos: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, ou 1 hora após sobrecarga ≥ 180 mg/dL, ou 2 horas após sobrecarga ≥ 153 mg/dL. A alteração de apenas um desses valores já é suficiente para confirmar o diagnóstico de DMG. Uma vez diagnosticado, o DMG eleva a gestação para a categoria de alto risco. A conduta inclui acompanhamento longitudinal na Unidade de Saúde da Família (USF) para monitoramento e educação, mas o encaminhamento para um serviço de pré-natal de alto risco é mandatório para manejo especializado, que pode incluir intervenções dietéticas, exercícios, e em alguns casos, insulinoterapia, visando otimizar o controle glicêmico e prevenir complicações.
Os critérios diagnósticos para DMG, segundo a maioria das diretrizes (como SOGESP/MS), são: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, ou glicemia 1 hora após 75g de glicose ≥ 180 mg/dL, ou glicemia 2 horas após 75g de glicose ≥ 153 mg/dL. A alteração de apenas um desses valores já é suficiente para o diagnóstico.
O diagnóstico precoce do DMG é fundamental para instituir o manejo adequado, que inclui dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia. Isso visa prevenir complicações maternas (pré-eclâmpsia, parto prematuro, cesariana) e fetais (macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório).
O DMG classifica a gestação como de alto risco devido ao potencial de complicações para a mãe e o feto. O acompanhamento em pré-natal de alto risco permite um manejo mais intensivo, com monitoramento glicêmico rigoroso, avaliação do crescimento fetal, rastreamento de complicações e planejamento do parto.
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