UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2023
“A associação de hiperglicemia e gravidez diferencia principalmente três grupos de pacientes: (i) aquelas com diabetes mellitus tipos 1 (DM1) e 2 (DM2), com diagnóstico confirmado antes da gestação, denominado de DM prévio; (ii) as mulheres com DM diagnosticado na gestação, mas com níveis glicêmicos que atingem os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelecidos para o diagnóstico do DM fora da gestação (DM diagnosticado na gestação); e (iii) aquelas com DM gestacional (DMG) com níveis glicêmicos que não atingem os critérios para o diagnóstico do DM fora da gestação” - Cuidados obstétricos em diabetes mellitus gestacional no Brasil [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Sociedade Brasileira de Diabetes – Brasília : Ministério da Saúde, 2021. Considere uma paciente de 23 anos, primigesta, com 22 semanas de idade gestacional, sem patologias prévias à gestação que comparece para consulta de pré-natal na unidade básica de saúde. Ao observar seu cartão de pré- natal observamos uma glicemia de jejum realizada na 10ª semana de gestação com resultado de 87 mg/dL. Por tratar-se de paciente com sobrepeso, o médico que a acompanha solicitou um TOTG 75g que ela realizou na 20ª semana de gestação e apresenta agora para avaliação: jejum = 112 mg/dL; 1hora = 204 mg/dL; 2 horas = 145 mg/dL. A paciente está assintomática. Avaliando o acima exposto, podemos concluir sobre o diagnóstico dessa paciente:
DMG: jejum ≥92 OU 1h ≥180 OU 2h ≥153 mg/dL no TOTG 75g.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é estabelecido quando pelo menos um dos valores do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g atinge ou excede os limites de corte: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL ou 2 horas ≥ 153 mg/dL. No caso apresentado, a glicemia de jejum (112 mg/dL) e a de 1 hora (204 mg/dL) estão acima dos limites, confirmando o diagnóstico de DMG.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição comum que afeta cerca de 10% a 20% das gestações no Brasil, caracterizada por qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. Sua importância reside nos riscos maternos (pré-eclâmpsia, parto prematuro, DM tipo 2 futuro) e fetais (macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório, obesidade e DM tipo 2 na vida adulta). A fisiopatologia do DMG envolve a resistência à insulina, exacerbada pelos hormônios placentários, que não é compensada por um aumento adequado da secreção de insulina pelo pâncreas materno. O diagnóstico é crucial para o manejo e prevenção de complicações. O rastreamento é universal e realizado com o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g, geralmente entre 24 e 28 semanas de gestação. Os critérios diagnósticos são mais rigorosos do que para o DM fora da gravidez, sendo estabelecido se a glicemia de jejum for ≥ 92 mg/dL, ou 1 hora após a sobrecarga for ≥ 180 mg/dL, ou 2 horas após a sobrecarga for ≥ 153 mg/dL. O tratamento do DMG inclui modificações no estilo de vida (dieta e exercícios físicos) e, se necessário, insulinoterapia. O acompanhamento rigoroso da glicemia e do bem-estar fetal é essencial. Após o parto, a maioria das mulheres com DMG retorna à normoglicemia, mas têm um risco aumentado de desenvolver DM tipo 2 no futuro, necessitando de acompanhamento pós-parto.
O diagnóstico de DMG é feito se pelo menos um dos valores do TOTG 75g for igual ou superior a: jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL ou 2 horas ≥ 153 mg/dL.
O rastreamento universal para DMG é recomendado entre 24 e 28 semanas de gestação. Em pacientes com fatores de risco (como sobrepeso/obesidade, história prévia de DMG), pode ser realizado mais precocemente.
DM Gestacional (DMG) refere-se à hiperglicemia que surge ou é diagnosticada pela primeira vez na gestação, com níveis que não atingem os critérios de DM fora da gravidez. DM diagnosticado na gestação refere-se a casos em que os níveis glicêmicos já atingem os critérios de DM fora da gestação, indicando um diabetes pré-existente não diagnosticado.
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