SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) definem cuidado pré-concepcional como “um conjunto de intervenções que visam identificar e modificar riscos biomédicos, comportamentais e sociais para a saúde ou o resultado da gestação por meio de intervenções profiláticas e terapêuticas ” (Johnson, 2006). Dentre os cuidados prestados durante o pré-natal destacam-se o rastreio para a Diabetes Mellitus e a profilaxia desta patologia. Desta maneira, é correto afirmar:
DMG → rastreio pós-parto TOTG 6-12 semanas; DM pré-gestacional → ácido fólico 3 meses antes e 12 semanas pós-concepção para DTN.
O cuidado pré-concepcional é vital para mulheres diabéticas, incluindo suplementação de ácido fólico para prevenir DTN. Após DMG, o rastreio pós-parto é crucial para identificar risco de diabetes tipo 2, sendo o TOTG de 75g o padrão ouro.
O cuidado pré-concepcional é uma estratégia fundamental para otimizar a saúde materna e fetal, especialmente em mulheres com condições crônicas como o diabetes mellitus. A identificação e o manejo adequado do diabetes pré-gestacional e gestacional são cruciais para reduzir complicações maternas e perinatais, incluindo malformações congênitas e macrossomia. O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Mulheres com DMG apresentam risco aumentado de complicações como pré-eclâmpsia, parto prematuro e necessidade de cesariana. Após o parto, é imperativo o rastreio para diabetes tipo 2, pois a DMG é um forte preditor de desenvolvimento futuro da doença, sendo o TOTG 75g de 2h o exame de escolha entre 6 e 12 semanas pós-parto. Para mulheres com diabetes pré-gestacional que planejam engravidar, o controle glicêmico rigoroso antes e durante a concepção é essencial. A suplementação com ácido fólico em doses elevadas (geralmente 4-5 mg/dia) deve ser iniciada pelo menos três meses antes da concepção e mantida durante o primeiro trimestre para reduzir significativamente o risco de defeitos do tubo neural (DTN) no feto, uma complicação comum em gestações de diabéticas mal controladas.
O rastreio pós-parto é crucial porque mulheres com histórico de DMG têm um risco significativamente aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 nos anos seguintes, permitindo intervenções precoces.
Recomenda-se a suplementação de ácido fólico em dose mais alta (ex: 4-5 mg/dia) por pelo menos 3 meses antes da concepção e durante as primeiras 12 semanas de gestação para prevenir defeitos do tubo neural.
O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose e dosagem em 2 horas é o exame padrão ouro para o rastreio de diabetes ou pré-diabetes entre 6 e 12 semanas após o parto.
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