CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Gestante foi ao Pré-natal com o resultado de glicemia de jejum de 110 mg/dl. Qual diagnóstico deve ser dado pelo obstetra segundo os critérios da International Association of Diabetes and Pregnancy?
Glicemia de jejum em gestante ≥ 92 mg/dL (IADPSG) → Diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional.
Segundo os critérios da International Association of Diabetes and Pregnancy Study Groups (IADPSG), uma glicemia de jejum em gestante igual ou superior a 92 mg/dL já é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), sem necessidade de teste de tolerância à glicose oral (TTGO) inicial.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição comum que afeta a gravidez, caracterizada por qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gestação. Seu diagnóstico e manejo adequados são cruciais para a saúde materno-fetal, prevenindo complicações como macrossomia, hipoglicemia neonatal, pré-eclâmpsia e distocia de ombro. Os critérios da International Association of Diabetes and Pregnancy Study Groups (IADPSG), amplamente adotados, simplificaram o diagnóstico. Segundo esses critérios, uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL já é suficiente para o diagnóstico de DMG. Se a glicemia de jejum for normal (< 92 mg/dL), o rastreamento continua com o teste de tolerância à glicose oral (TTGO) de 75g entre 24 e 28 semanas de gestação, com valores de corte de ≥ 180 mg/dL em 1 hora e ≥ 153 mg/dL em 2 horas. A presença de apenas um valor alterado no TTGO já é diagnóstica. Para residentes, é fundamental dominar esses critérios diagnósticos e entender a importância do rastreamento universal. O manejo do DMG envolve modificações dietéticas, exercícios físicos e, se necessário, insulinoterapia. O acompanhamento rigoroso da glicemia e a educação da paciente são pilares para um bom prognóstico.
Os critérios da IADPSG para DMG são: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, ou glicemia de 1h no TTGO ≥ 180 mg/dL, ou glicemia de 2h no TTGO ≥ 153 mg/dL. Um único valor alterado é suficiente para o diagnóstico.
O rastreamento universal para DMG é recomendado entre 24 e 28 semanas de gestação. Em gestantes com fatores de risco, pode ser feito mais precocemente.
O diagnóstico precoce e o manejo adequado do DMG são cruciais para prevenir complicações maternas (pré-eclâmpsia, cesariana) e fetais (macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, distocia de ombro).
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