Diabetes Mellitus Gestacional: Diagnóstico e Conduta Inicial

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2022

Enunciado

Gestante, 21 anos, primípara, vai para a primeira consulta de pré-natal com 14 semanas. Foram solicitados os exames laboratoriais de 1º trimestre. Após 4 semanas a gestante retorna com resultado e se diz preocupada com o valor da Glicemia de Jejum. Ao olhar o exame, você se depara com um resultado de 102mg/dL. A MELHOR conduta é:

Alternativas

  1. A) Tranquilizar a gestante e orientar que ela deve realizar exame de TOTG 75g na 24ª semana gestacional.
  2. B) Informar à gestante que ela já tem diagnóstico de Diabetes Mellitus gestacional, orientar mudanças de estilo de vida (dieta hipoglicêmica e exercícios físicos regulares) com retorno após 15 dias com perfil glicêmico para nova reavaliação.
  3. C) Informar à gestante que ela já tem diagnóstico de Diabetes Mellitus gestacional e iniciar insulina NPH.
  4. D) Informar à gestante que ela tem diagnóstico de Diabetes na gestação, iniciar Metformina e solicitar TOTG 75g na 24ª semana gestacional.
  5. E) Solicitar nova Glicemia de Jejum, pois são necessários dois exames alterados para confirmar Diabetes Mellitus gestacional.

Pérola Clínica

Glicemia jejum gestante ≥ 92 mg/dL no 1º trimestre = DMG. Iniciar MEV e reavaliar.

Resumo-Chave

Uma glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL no primeiro trimestre já é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), conforme os critérios da SOGESP/Ministério da Saúde. A conduta inicial é sempre a modificação do estilo de vida (dieta e exercícios) antes de considerar insulinoterapia.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição comum que afeta gestantes e está associada a riscos maternos e fetais, como macrossomia, pré-eclâmpsia e distocia de ombro. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para minimizar essas complicações. As diretrizes atuais recomendam a triagem da glicemia de jejum no primeiro trimestre, e valores ≥ 92 mg/dL já são considerados diagnósticos de DMG. A fisiopatologia do DMG envolve a resistência à insulina, exacerbada pelos hormônios placentários. O diagnóstico é feito com base em critérios específicos, sendo a glicemia de jejum no primeiro trimestre um marcador importante. Em gestantes sem diagnóstico prévio, o rastreamento universal com TOTG 75g é realizado entre 24 e 28 semanas. A conduta inicial para o DMG é a modificação do estilo de vida, com dieta balanceada e exercícios físicos regulares, visando o controle glicêmico. A insulinoterapia é iniciada caso as metas glicêmicas não sejam atingidas com as medidas não farmacológicas. O acompanhamento rigoroso é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê.

Perguntas Frequentes

Qual o critério diagnóstico para Diabetes Mellitus Gestacional no primeiro trimestre?

Uma glicemia de jejum entre 92 mg/dL e 125 mg/dL no primeiro trimestre já é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), sem necessidade de TOTG, conforme as diretrizes nacionais.

Qual a conduta inicial para uma gestante com diagnóstico de DMG?

A conduta inicial é sempre a modificação do estilo de vida, incluindo dieta hipoglicêmica e exercícios físicos regulares, com reavaliação do perfil glicêmico em 15 dias para verificar o controle.

Quando o TOTG 75g é indicado para rastreamento de DMG?

O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) 75g é indicado para rastreamento de DMG entre a 24ª e 28ª semana de gestação em gestantes que não tiveram diagnóstico prévio no primeiro trimestre e não apresentavam fatores de risco para diabetes pré-gestacional.

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