Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Gestante primigesta, na primeira consulta de pré-natal, apresenta resultado da glicemia de jejum de 95 mg, glicemia essa que a enfermeira pediu no dia do agendamento (colhido na nona semana de gravidez). Esse exame permite dizer que
Glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL no 1º trimestre → diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional.
Uma glicemia de jejum de 95 mg/dL, colhida na nona semana de gravidez, é suficiente para diagnosticar diabetes mellitus gestacional (DMG) de acordo com os critérios atuais, que consideram valores ≥ 92 mg/dL no primeiro trimestre como indicativos da condição.
O diabetes mellitus gestacional (DMG) é uma condição de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Sua prevalência tem aumentado, e o diagnóstico precoce é crucial para a prevenção de complicações maternas e perinatais. A triagem e o diagnóstico de DMG são componentes essenciais do cuidado pré-natal. Atualmente, os critérios diagnósticos para DMG permitem o diagnóstico já no primeiro trimestre. Uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL (mas < 126 mg/dL, que indicaria diabetes pré-gestacional) é suficiente para estabelecer o diagnóstico de DMG. Este valor, se encontrado precocemente, dispensa a necessidade de aguardar o Teste de Tolerância à Glicose Oral (TTGO), que é tradicionalmente realizado entre 24 e 28 semanas de gestação para rastreamento em gestantes sem diagnóstico prévio. O manejo do DMG envolve modificações no estilo de vida, como dieta e exercícios, e, se necessário, terapia farmacológica com insulina. O controle glicêmico adequado é fundamental para reduzir riscos como macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, pré-eclâmpsia e distocia de ombro. O prognóstico é geralmente bom com o manejo apropriado, mas a mulher com DMG tem maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.
No primeiro trimestre, uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL já é suficiente para o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional, não sendo necessário aguardar o TTGO.
O TTGO é geralmente realizado entre 24 e 28 semanas de gestação para rastreamento e diagnóstico de DMG em gestantes que não tiveram diagnóstico prévio.
O diagnóstico precoce permite iniciar o manejo adequado mais cedo, reduzindo os riscos de complicações maternas (pré-eclâmpsia, cesariana) e fetais (macrossomia, hipoglicemia neonatal, malformações).
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