Diabetes Gestacional: Critérios Diagnósticos da SBD 2017

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020

Enunciado

Em 2017, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), em associação com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o Ministério da Saúde (MS) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), passou a adotar os novod critérios para rastreamento e diagnóstico de Diabetes Melitus Gestacional (DMG) em todo o território nacional, sendo que na primeira consulta pré-natal deve ser solicitada glicemia de jejum. Qual o valor de referência para o diagnóstico de DMG?

Alternativas

  1. A) Glicemia plasmática em ≥ 126 mg/dL.
  2. B) Glicemia plasmática em jejum for ≥ 85 mg/dL e < 126 mg/dL.
  3. C) Glicemia plasmática em jejum for ≥ 110 mg/dL e < 126 mg/dL.
  4. D) Glicemia plasmática em jejum for ≥ 82 mg/dL e < 126 mg/dL.
  5. E) Glicemia plasmática em jejum f ≥ 92 mg/dL e < 126 mg/dL.

Pérola Clínica

DMG diagnóstico (1ª consulta pré-natal): glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL e < 126 mg/dL.

Resumo-Chave

Os critérios de 2017 da SBD para DMG estabelecem que uma glicemia de jejum entre 92 mg/dL e 125 mg/dL na primeira consulta pré-natal já é diagnóstica. Valores ≥ 126 mg/dL indicam diabetes pré-gestacional. O rastreamento é crucial para prevenir complicações maternas e fetais.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. Sua prevalência tem aumentado globalmente, tornando-se uma das complicações médicas mais comuns da gestação. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais para a saúde materno-fetal, prevenindo desfechos adversos como macrossomia, hipoglicemia neonatal e pré-eclâmpsia. A fisiopatologia do DMG envolve a resistência à insulina induzida pelos hormônios placentários, que, em algumas mulheres, excede a capacidade compensatória do pâncreas de aumentar a produção de insulina. O rastreamento é realizado na primeira consulta pré-natal com glicemia de jejum. Se o valor for ≥ 92 mg/dL e < 126 mg/dL, o diagnóstico de DMG é confirmado. Se for ≥ 126 mg/dL, indica diabetes pré-gestacional. Caso a glicemia de jejum inicial seja normal, um Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose é realizado entre 24 e 28 semanas de gestação. O tratamento do DMG inicia-se com mudanças no estilo de vida, incluindo dieta e exercícios. Se as metas glicêmicas não forem atingidas, a insulinoterapia é indicada. O controle rigoroso da glicemia é fundamental para otimizar o prognóstico materno e fetal, reduzindo as complicações e o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 para a mãe no futuro.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos completos para DMG, além da glicemia de jejum?

Se a glicemia de jejum na primeira consulta for normal (<92 mg/dL), realiza-se o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) entre 24 e 28 semanas. O DMG é diagnosticado se um dos valores for alterado: jejum ≥ 92 mg/dL, 1h ≥ 180 mg/dL ou 2h ≥ 153 mg/dL.

Qual a importância do diagnóstico precoce de DMG?

O diagnóstico precoce permite o manejo adequado da glicemia, reduzindo riscos de macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, pré-eclâmpsia, parto prematuro e a necessidade de cesariana, além de diminuir o risco de diabetes tipo 2 futuro para a mãe.

Quais são os fatores de risco para Diabetes Mellitus Gestacional?

Fatores de risco incluem idade materna avançada, obesidade, histórico familiar de diabetes, DMG em gestação anterior, síndrome dos ovários policísticos, hipertensão arterial e ganho de peso excessivo na gestação atual.

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