AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026
Gestante de 36 anos, G3P1A1, com 27 semanas de gestação, apresenta teste oral de tolerância à glicose com 75 g de glicose com os seguintes resultados: glicemia de jejum de 94 mg/dL, glicemia em 1 hora de 182 mg/dL, e em 2 horas de 154 mg/dL. Está assintomática, com ganho ponderal adequado e ultrassonografia mostrando feto em percentil 50 para idade gestacional. Assinale a alternativa que considera o diagnóstico e a conduta, respectivamente, para essa paciente:
Jejum ≥ 92, 1h ≥ 180 ou 2h ≥ 153 no TOTG 75g = Diabetes Gestacional.
O diagnóstico de DMG é feito com apenas um valor alterado no TOTG. A conduta inicial foca em mudanças no estilo de vida e monitorização glicêmica antes de considerar insulina.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma intolerância aos carboidratos diagnosticada pela primeira vez durante a gestação, geralmente no segundo ou terceiro trimestre, devido ao aumento de hormônios contrainsulínicos placentários. O diagnóstico preciso é crucial para evitar complicações como macrossomia, distocia de ombro e hipoglicemia neonatal. O manejo exige uma abordagem multidisciplinar, priorizando o controle glicêmico rigoroso para garantir resultados perinatais favoráveis, servindo também como uma oportunidade de prevenção de Diabetes Tipo 2 futuro para a mãe.
De acordo com a IADPSG e a FEBRASGO, os valores de corte para o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) no teste de 75g realizado entre 24 e 28 semanas são: Jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL e 2 horas ≥ 153 mg/dL. A presença de um único valor igual ou superior a esses limites confirma o diagnóstico de DMG, não sendo necessária a repetição do exame ou confirmação por outros métodos.
O tratamento inicial para o Diabetes Gestacional consiste em terapia nutricional individualizada (dieta fracionada com controle de carboidratos simples), prática de atividade física aeróbica supervisionada e automonitorização da glicemia capilar (geralmente 4 a 7 vezes ao dia). Cerca de 70-80% das pacientes conseguem o controle metabólico apenas com essas medidas não farmacológicas em um período de 1 a 2 semanas de observação.
A insulinoterapia é indicada quando as metas glicêmicas (Jejum < 95 mg/dL, 1h pós-prandial < 140 mg/dL ou 2h pós-prandial < 120 mg/dL) não são atingidas após 1 a 2 semanas de dieta e exercícios. Também pode ser considerada precocemente se houver sinais de macrossomia fetal ou polidrâmnio ao ultrassom, sugerindo descontrole metabólico materno com repercussão fetal direta.
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