SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Uma gestante de 10 semanas iniciou consulta de pré-natal com exames solicitados por outro médico e retornou para avaliação.Essa mesma paciente realizou perfil glicêmico que constatou alteração de mais de 30% das medidas, sendo necessário tratamento adjuvante às medidas comportamentais. Acerca do tratamento, assinale a alternativa correta.
DMG sem controle com dieta/exercício → Insulina é o padrão-ouro (0,5 UI/kg/dia).
Quando as medidas comportamentais falham (mais de 30% das medidas alteradas), a insulinoterapia deve ser iniciada. A dose inicial de 0,5 UI/kg/dia é segura e eficaz para atingir os alvos rigorosos da gestação.
O manejo do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) foca na prevenção de macrossomia fetal, polidrâmnio e complicações metabólicas neonatais. A fisiopatologia do DMG está ligada ao aumento de hormônios contrainsulínicos placentários (como o lactogênio placentário) no segundo e terceiro trimestres, mas o diagnóstico precoce (antes de 20-24 semanas) muitas vezes reflete um diabetes pré-existente não diagnosticado. A insulinoterapia deve ser individualizada, utilizando esquemas basal-bolus para mimetizar a fisiologia pancreática. O monitoramento rigoroso e a educação em saúde são pilares para garantir o desfecho obstétrico favorável, minimizando o risco de pré-eclâmpsia e parto cesáreo.
O tratamento farmacológico no Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é indicado quando as metas glicêmicas (Jejum < 95 mg/dL, 1h pós-prandial < 140 mg/dL ou 2h pós-prandial < 120 mg/dL) não são atingidas em cerca de 1 a 2 semanas de dieta e atividade física. Clinicamente, considera-se falha terapêutica quando mais de 30% dos valores do perfil glicêmico estão alterados, exigindo intervenção imediata para reduzir riscos perinatais.
Embora a metformina seja utilizada em alguns protocolos internacionais, a insulina continua sendo o padrão-ouro porque não atravessa a barreira placentária e permite um ajuste fino das doses para atingir os alvos rigorosos. A metformina atravessa a placenta e, embora não seja teratogênica, seus efeitos a longo prazo na prole ainda são objeto de estudo. Em casos de resistência grave ou impossibilidade de uso de insulina, a metformina pode ser considerada, mas a insulina é a primeira escolha.
Inibidores de SGLT2 (glifozinas), agonistas do receptor de GLP-1 (como a semaglutida e liraglutida) e a maioria das sulfonilureias (exceto glibenclamida em contextos muito específicos e limitados) são contraindicados na gestação. Essas drogas carecem de estudos de segurança robustos em humanos grávidos e podem ter efeitos adversos no desenvolvimento fetal ou no metabolismo placentário, devendo ser suspensas assim que a gravidez é confirmada.
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