CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2021
O diabetes mellitus e suas complicações estão entre as principais causas de morte na maioria dos países. Sabe-se que, para mulheres, o principal fator de risco para o desenvolvimento de DM do tipo 2 e de síndrome metabólica é o antecedente obstétrico de diabetes mellitus gestacional (DMG). Sobre o DMG, assinale a assertiva correta:
DMG = hiperglicemia detectada na gravidez em gestante sem DM prévio, com níveis glicêmicos que não atingem critérios de DM em não gestantes.
O diagnóstico de DMG é específico para a gestação, com critérios glicêmicos mais rigorosos que os de DM em não gestantes, visando identificar e intervir precocemente para evitar complicações maternas e fetais.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição de hiperglicemia que surge ou é detectada pela primeira vez durante a gravidez, em mulheres sem diagnóstico prévio de diabetes. É um importante fator de risco para complicações maternas e fetais, além de aumentar o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 e síndrome metabólica para a mãe no futuro. Sua prevalência varia, mas é uma das complicações médicas mais comuns da gestação. A fisiopatologia do DMG envolve a resistência à insulina, exacerbada pelos hormônios placentários, e uma incapacidade compensatória do pâncreas materno de produzir insulina suficiente. O diagnóstico é realizado através de testes de glicemia, como a glicemia de jejum no início da gravidez para identificar DM pré-existente ou DMG precoce, e o teste de tolerância à glicose oral (TTGO) entre 24 e 28 semanas de gestação. Os critérios diagnósticos são mais rigorosos do que para DM em não gestantes, refletindo a necessidade de controle glicêmico mais estrito na gravidez. O manejo do DMG inclui modificações dietéticas, exercícios físicos e, se necessário, insulinoterapia. O objetivo é manter os níveis glicêmicos dentro das metas para minimizar os riscos de macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, pré-eclâmpsia e outras complicações. O acompanhamento pós-parto é essencial, com reavaliação da glicemia para identificar mulheres que desenvolveram DM tipo 2 e oferecer aconselhamento sobre estilo de vida para reduzir esse risco.
O diagnóstico de DMG é feito quando a hiperglicemia é detectada na gravidez em uma gestante sem diagnóstico prévio de DM, com níveis glicêmicos que não atingem os critérios da OMS para DM em não gestantes. Geralmente, envolve glicemia de jejum alterada ou teste de tolerância à glicose oral (TTGO) com valores específicos.
O DMG aumenta o risco de complicações gestacionais como macrossomia fetal, pré-eclâmpsia e parto prematuro. A longo prazo, mulheres com histórico de DMG têm um risco significativamente maior de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 e síndrome metabólica.
O rastreamento precoce do DMG permite a identificação e o manejo oportuno da hiperglicemia, reduzindo o risco de complicações maternas (como pré-eclâmpsia) e fetais (como macrossomia, hipoglicemia neonatal e distocia de ombro). A intervenção precoce melhora os desfechos gestacionais.
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