UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022
Em relação ao diabetes mellitus na gestação, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) No primeiro trimestre, geralmente, as pacientes diabéticas cursam com hipoglicemia.( ) No segundo trimestre de gestação, os níveis de alfa-fetoproteína sérica materna, estriol não conjugado e inibina A estão, significativamente, reduzidos em gestantes com diabetes.( ) Os defeitos do sistema nervoso central são as malformações mais frequentemente encontradas nas gestantes diabéticas com mau controle glicêmico, no período de embriogênese.( ) O diabetes pré-gestacional é uma das causas de restrição de crescimento fetal intrauterino.( ) A normoglicemia materna intraparto reduz o risco de hipoglicemia neonatal em mulheres com controle glicêmico inadequado durante a gestação.Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
DM na gestação: 1º tri hipoglicemia (V); 2º tri marcadores reduzidos (V); SNC não é mais comum (F); DM pré-gestacional causa RCF (V); Normoglicemia intraparto NÃO anula risco hipoglicemia neonatal (F).
O diabetes na gestação apresenta particularidades: no primeiro trimestre, a sensibilidade à insulina aumenta, predispondo à hipoglicemia. Malformações cardíacas são mais comuns que as do SNC em casos de mau controle. O diabetes pré-gestacional pode levar à restrição de crescimento fetal. Embora o controle glicêmico intraparto seja crucial, ele não anula o risco de hipoglicemia neonatal se o controle prévio foi inadequado, pois o feto já pode ter hiperinsulinemia adaptativa.
O diabetes mellitus na gestação, seja pré-gestacional ou gestacional, impõe desafios significativos devido às suas implicações para a saúde materna e fetal. A fisiologia glicêmica materna sofre alterações importantes, com aumento da sensibilidade à insulina no primeiro trimestre, predispondo à hipoglicemia, e resistência à insulina progressiva no segundo e terceiro trimestres, elevando o risco de hiperglicemia. O mau controle glicêmico, especialmente no período de embriogênese (primeiro trimestre), está associado a um risco aumentado de malformações congênitas, sendo as cardíacas as mais prevalentes, seguidas pelas do sistema nervoso central e esqueléticas. O diabetes pré-gestacional, em particular, pode levar tanto à macrossomia quanto à restrição de crescimento fetal intrauterino, dependendo do controle glicêmico e da presença de vasculopatia. O manejo do diabetes na gestação exige monitoramento rigoroso da glicemia, dieta adequada, exercícios e, frequentemente, insulinoterapia. O controle glicêmico intraparto é crucial para minimizar o risco de hipoglicemia neonatal, embora, em casos de controle glicêmico inadequado durante toda a gestação, o feto possa já ter desenvolvido hiperinsulinemia adaptativa, o que mantém um risco residual de hipoglicemia após o nascimento, mesmo com a normoglicemia materna durante o parto.
No primeiro trimestre, há um aumento da sensibilidade à insulina e uma redução das necessidades de glicose pelo feto, o que pode levar a episódios de hipoglicemia, especialmente em pacientes com diabetes pré-gestacional.
As malformações cardíacas são as mais comuns, como transposição das grandes artérias e defeitos do septo. Defeitos do sistema nervoso central, como anencefalia e espinha bífida, também são frequentes, mas menos que as cardíacas.
Manter a normoglicemia materna durante o trabalho de parto e parto é fundamental para reduzir o estímulo à produção de insulina fetal. No entanto, se o controle glicêmico durante a gestação foi cronicamente inadequado, o feto pode já ter desenvolvido hiperinsulinemia, e o risco de hipoglicemia neonatal persiste, mesmo com a normoglicemia materna durante o parto.
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