Diabetes Gestacional: Critérios Diagnósticos ADA, OMS e FIGO

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022

Enunciado

Segundo os critérios da American Diabettes Association (ADA), Organização Mundial da Saúde (OMS), Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), sobre o diagnóstico de diabetes mellitus e gestação, analisar os itens abaixo:I. Uma glicemia de jejum de 124mg/dl faz o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional. II. Glicemia de jejum, no primeiro trimestre, de 96mg/dl é indicação para a realização de teste oral de tolerância à glicose (TOTG) entre 24 e 28 semanas de gestação. III. Glicemia de jejum de 130mg/dl faz o diagnóstico de diabetes mellitus, e o tratamento deve ser instituído. Está(ão) CORRETO(S):

Alternativas

  1. A) Somente o item I.
  2. B) Somente o item II.
  3. C) Somente os itens I e III.
  4. D) Todos os itens.

Pérola Clínica

Glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL (1º tri) ou ≥ 126 mg/dL (qualquer tri) ou TOTG alterado → DMG.

Resumo-Chave

O diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) e Diabetes Mellitus pré-gestacional na gravidez segue critérios específicos de glicemia de jejum e TOTG. É crucial diferenciar as condições, pois os pontos de corte e o manejo inicial podem variar, impactando a saúde materno-fetal.

Contexto Educacional

O diagnóstico de Diabetes Mellitus na gestação é crucial para a saúde materno-fetal, sendo classificado como Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) ou Diabetes Mellitus pré-gestacional. As principais diretrizes, como as da American Diabetes Association (ADA), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), fornecem critérios claros para o diagnóstico. A prevalência de DMG tem aumentado globalmente, tornando seu rastreamento e manejo uma prioridade na assistência pré-natal. A fisiopatologia do DMG envolve resistência à insulina induzida por hormônios placentários, levando à hiperglicemia. O diagnóstico é feito com base em valores de glicemia de jejum e/ou Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG). No primeiro trimestre, uma glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL diagnostica diabetes pré-gestacional, enquanto valores entre 92 e 125 mg/dL diagnosticam DMG. Se a glicemia de jejum inicial for < 92 mg/dL, o TOTG é realizado entre 24 e 28 semanas. O tratamento do DMG visa manter a glicemia em níveis normais, geralmente começando com dieta e exercícios. Se as metas não forem atingidas, a insulinoterapia é o tratamento de escolha. O prognóstico materno-fetal melhora significativamente com o controle glicêmico adequado, reduzindo riscos como macrossomia, pré-eclâmpsia e hipoglicemia neonatal. A atenção deve ser dada ao rastreamento pós-parto para DM tipo 2 em mulheres com DMG.

Perguntas Frequentes

Quais são os valores de glicemia de jejum que diagnosticam Diabetes Mellitus Gestacional no primeiro trimestre?

No primeiro trimestre, uma glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL diagnostica Diabetes Mellitus Gestacional. Valores ≥ 126 mg/dL em qualquer trimestre diagnosticam Diabetes Mellitus pré-gestacional.

Quando o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) é indicado na gestação?

O TOTG é geralmente indicado entre 24 e 28 semanas de gestação para rastreamento e diagnóstico de DMG, especialmente se a glicemia de jejum no primeiro trimestre foi normal (<92 mg/dL) ou não foi realizada.

Qual a diferença entre Diabetes Mellitus Gestacional e Diabetes Mellitus pré-gestacional no diagnóstico?

Diabetes Mellitus pré-gestacional é diagnosticado por critérios de DM fora da gravidez (ex: glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5%) ou se esses valores são encontrados no primeiro trimestre. DMG é diagnosticado por valores alterados de glicemia que surgem ou são reconhecidos pela primeira vez na gestação.

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