HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Carla, 35 anos de idade, G3P2, com 12 semanas de idade gestacional, assintomática, em consulta de pré-natal. Em uso de ácido fólico e sulfato ferroso, em dose profilática, traz exames de primeira rotina: Tipagem sanguínea: O Rh negativo; Coombs indireto: negativo, Hb = 12g/dL, Ht = 32%, glicemia de jejum = 92 mg/dL, HbSAg: negativo, Anti HbS: negativo; HIV: negativo; VDRL: negativo; toxoplasmose: IgG positivo, IgM negativo; hepatite C: negativo; TSH = 2,5 mUl/L (0,4 - 4,5 mUl/L); ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre sem alterações. Pais, irmãos maternos saudáveis. Considerando as condições observadas na presente consulta, quais são as orientações adequadas para Carla?
Glicemia jejum 92-125 mg/dL no 1º trimestre = DMG. Conduta: dieta, exercício, controle glicêmico.
Glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL no primeiro trimestre é critério diagnóstico para Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). A conduta inicial inclui orientação dietética, atividade física e monitoramento glicêmico.
O pré-natal é um período crucial para a detecção e manejo de condições que podem afetar a saúde materno-fetal. O rastreamento de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma das prioridades, sendo que o diagnóstico pode ser feito já no primeiro trimestre com base na glicemia de jejum. Valores entre 92 e 125 mg/dL são considerados diagnósticos, diferenciando-se do rastreamento com teste de tolerância à glicose oral (TTGO) realizado no segundo trimestre. A fisiopatologia do DMG envolve a resistência à insulina induzida pelos hormônios placentários, levando à hiperglicemia. O diagnóstico precoce é vital para prevenir complicações como macrossomia fetal, pré-eclâmpsia, polidrâmnio e distocia de ombro. Além do DMG, outras condições como a tipagem sanguínea Rh e o status da toxoplasmose são avaliadas. Uma gestante Rh negativo com Coombs indireto negativo necessitará de imunoprofilaxia anti-D, mas não imediatamente no primeiro trimestre. O tratamento do DMG inicia-se com medidas não farmacológicas: dieta individualizada e atividade física. O controle glicêmico rigoroso é fundamental para um bom prognóstico. A ultrassonografia morfológica de segundo trimestre é um exame padrão e não deve ser dispensada, mesmo com um primeiro trimestre sem alterações. A dose de sulfato ferroso é ajustada conforme os níveis de hemoglobina, sendo a dose profilática suficiente para gestantes não anêmicas.
No primeiro trimestre, uma glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL é suficiente para o diagnóstico de DMG, exigindo intervenção imediata.
A conduta inicial para DMG inclui orientação nutricional com dieta balanceada, estímulo à atividade física regular e monitoramento da glicemia capilar para controle.
A imunoglobulina anti-D é indicada profilaticamente para gestantes Rh negativo com Coombs indireto negativo em torno da 28ª semana de gestação e, novamente, no pós-parto se o recém-nascido for Rh positivo.
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