MedEvo Simulado — Prova 2025
Mariana, 30 anos, primigesta, comparece à consulta de pré-natal com 28 semanas de gestação. Ela relata que seu pré-natal tem sido regular, sem intercorrências, e percebe boa movimentação fetal. Os exames solicitados na consulta anterior, realizados na 27ª semana, apresentam os seguintes resultados: Hemograma com Hb 12,5 g/dL e Hct 37%; VDRL não reator. O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose revelou: glicemia de jejum de 95 mg/dL, glicemia 1 hora após 185 mg/dL e glicemia 2 horas após 162 mg/dL. Diante deste quadro, assinale a conduta MAIS ADEQUADA:
DMG é diagnosticado com um único valor alterado no TOTG 75g. Conduta inicial: dieta, exercício e monitoramento glicêmico domiciliar.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é feito quando um ou mais valores do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g excedem os limites estabelecidos (Jejum ≥ 92 mg/dL, 1h ≥ 180 mg/dL, 2h ≥ 153 mg/dL). A conduta inicial é sempre o manejo não farmacológico, com orientação dietética e prática de atividade física, além do monitoramento domiciliar da glicemia capilar.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição comum que afeta a saúde materna e fetal, aumentando o risco de complicações como macrossomia, hipoglicemia neonatal, pré-eclâmpsia e distocia de ombro. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para minimizar esses riscos. O rastreamento universal do DMG é recomendado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, utilizando o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose. Os critérios diagnósticos para o TOTG de 75g são bem estabelecidos: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, glicemia 1 hora após ≥ 180 mg/dL ou glicemia 2 horas após ≥ 153 mg/dL. A presença de apenas um desses valores alterados já é suficiente para confirmar o diagnóstico de DMG. No caso apresentado, a paciente tem glicemia de jejum de 95 mg/dL e glicemia 2 horas após de 162 mg/dL, ambos acima dos limites, confirmando o DMG. A conduta inicial para o DMG é sempre o manejo não farmacológico, que consiste em orientação dietética individualizada, com restrição de carboidratos simples e controle da ingestão calórica, e a prática de atividade física regular e moderada, adaptada à gestação. Além disso, o monitoramento domiciliar da glicemia capilar é essencial para avaliar a eficácia dessas intervenções e guiar ajustes. Somente se as metas glicêmicas não forem atingidas com essas medidas em 1-2 semanas, a farmacoterapia (geralmente insulina) deve ser considerada.
Os critérios diagnósticos para DMG, segundo a maioria das diretrizes (SBD/ADA), são: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, glicemia 1 hora após ≥ 180 mg/dL ou glicemia 2 horas após ≥ 153 mg/dL. A alteração de apenas um desses valores já é suficiente para o diagnóstico.
A primeira linha de tratamento para DMG é o manejo não farmacológico, que inclui orientação nutricional com dieta individualizada e a prática regular de atividade física moderada, desde que não haja contraindicações obstétricas. O monitoramento domiciliar da glicemia capilar é fundamental para avaliar a resposta a essas medidas.
A farmacoterapia (insulina ou, em alguns casos, metformina) é indicada quando o manejo não farmacológico (dieta e exercício) não é suficiente para atingir as metas glicêmicas estabelecidas após 1 a 2 semanas de implementação. A insulina é geralmente a primeira escolha farmacológica.
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