UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
O diabetes mellitus gestacional é definido, segundo a Organização Mundial de Saúde, como uma intolerância a carboidratos de gravidade variável, que se inicia durante a gestação atual. Em relação à DM gestacional, é correto afirmar:
Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL na 1ª consulta gestacional = diagnóstico de diabetes (pré-existente ou franco na gestação).
O diagnóstico de diabetes durante a gestação pode ser feito na primeira consulta de pré-natal se a glicemia de jejum for ≥ 126 mg/dL, indicando diabetes pré-existente ou diabetes franco diagnosticado na gravidez, que é distinto do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) propriamente dito (glicemia de jejum 92-125 mg/dL ou TOTG alterado).
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose que se inicia ou é reconhecido pela primeira vez durante a gestação atual. É uma condição comum, afetando uma parcela significativa das gestações, e está associado a riscos maternos e fetais, como macrossomia, hipoglicemia neonatal, pré-eclâmpsia e maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades recomendam o rastreio universal para identificar precocemente as gestantes em risco. O diagnóstico de diabetes na gestação pode ocorrer em dois momentos. Na primeira consulta de pré-natal, se a glicemia de jejum for ≥ 126 mg/dL, é diagnosticado diabetes franco na gestação (ou diabetes pré-existente). Se a glicemia de jejum estiver entre 92 e 125 mg/dL, é diagnosticado DMG. Para gestantes que não se enquadram nesses critérios na primeira consulta, o rastreio para DMG é realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, utilizando o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) de 75g com dosagens em jejum, 1 e 2 horas após a ingestão de glicose. O tratamento inicial do DMG envolve modificações no estilo de vida, com dieta balanceada e atividade física regular. Se as metas glicêmicas não forem atingidas com essas medidas, a insulinoterapia é indicada. A via de parto é determinada individualmente, considerando o controle glicêmico, o peso fetal estimado e a presença de complicações, não sendo a cesariana uma indicação universal. O acompanhamento pós-parto é crucial, pois muitas mulheres com DMG necessitam de reavaliação da tolerância à glicose e têm risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma intolerância à glicose que surge na gravidez. Diabetes franco na gestação refere-se a diabetes pré-existente ou diagnosticado pela primeira vez na gravidez com critérios de diabetes fora da gestação (ex: glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL).
Na primeira consulta, se a glicemia de jejum for entre 92 e 125 mg/dL, é diagnosticado DMG. Se for ≥ 126 mg/dL, é diabetes franco na gestação.
O rastreio universal para DMG é feito entre 24 e 28 semanas de gestação, geralmente com o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) de 75g.
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