HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2024
Com relação à diabetes melito na gestação (DMG), é correto afirmar que:
DMG: Etnia não caucasiana é fator de risco; tratamento inicial é dieta/exercício, não obrigatoriamente insulina.
A diabetes gestacional é uma condição complexa com múltiplos fatores de risco, incluindo a etnia. O manejo inicial foca em mudanças no estilo de vida, e a insulinoterapia é reservada para casos que não atingem o controle glicêmico adequado, sendo a primeira linha medicamentosa.
A Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é definida como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É uma condição comum, afetando uma parcela significativa das gestações, e sua prevalência varia conforme a população e os critérios diagnósticos utilizados. A identificação e o manejo adequados são cruciais para prevenir complicações maternas e fetais, tornando-a um tema de grande relevância na obstetrícia. A fisiopatologia da DMG envolve a resistência à insulina, exacerbada pelos hormônios placentários, que leva a uma incapacidade do pâncreas materno de produzir insulina suficiente para compensar. Fatores de risco incluem obesidade, idade avançada, história familiar de diabetes, síndrome dos ovários policísticos e, notavelmente, etnia não caucasiana. O diagnóstico é feito por rastreamento universal, geralmente entre 24 e 28 semanas de gestação, através do teste de tolerância à glicose oral. O tratamento da DMG visa manter os níveis glicêmicos dentro das metas estabelecidas. A abordagem inicial é sempre não farmacológica, com dieta individualizada e prática de exercícios físicos. Se essas medidas não forem suficientes, a insulinoterapia é a primeira escolha medicamentosa, pois não atravessa a barreira placentária de forma significativa. O monitoramento fetal é essencial, mas a monitorização seriada do volume de líquido amniótico não é universalmente iniciada tão precocemente quanto 32 semanas apenas pelo risco de oligodrâmnio, que é menos comum que o polidrâmnio na DMG.
Os fatores de risco para DMG incluem idade materna avançada, obesidade, história familiar de diabetes, DMG em gestação anterior, síndrome dos ovários policísticos e etnia não caucasiana.
A primeira linha de tratamento para DMG é a modificação do estilo de vida, com dieta balanceada e prática de exercícios físicos. A insulinoterapia é indicada se as metas glicêmicas não forem atingidas.
A DMG pode levar a macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório e, em casos graves e mal controlados, malformações congênitas e óbito fetal.
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