UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2019
Esquematize o fluxograma de diagnóstico de Diabetes Mellitus gestacional em situação de viabilidade financeira e disponibilidade técnica total, conforme orientações do Ministério da Saúde do Brasil. (Valor: 5,0 pontos)
Glicemia jejum ≥ 92 ou TOTG-75g (1h ≥ 180; 2h ≥ 153) define Diabetes Gestacional.
O rastreio inicia na 1ª consulta com glicemia de jejum. Se < 92 mg/dL, realiza-se o TOTG 75g entre 24-28 semanas para diagnóstico definitivo.
O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é a patologia metabólica mais comum na gestação, associada a riscos como macrossomia fetal, pré-eclâmpsia e hipoglicemia neonatal. O protocolo brasileiro segue as recomendações da IADPSG, priorizando a detecção precoce para intervenção dietética e, se necessário, farmacológica. A fisiopatologia envolve uma resistência insulínica fisiológica exacerbada pela unidade fetoplacentária, que supera a capacidade secretora de insulina da mãe.
No Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de sobrecarga, o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é confirmado se pelo menos um dos seguintes valores for atingido ou ultrapassado: Jejum ≥ 92 mg/dL; 1 hora ≥ 180 mg/dL; 2 horas ≥ 153 mg/dL. É fundamental que a gestante esteja em dieta livre e repouso durante o teste.
Se a glicemia de jejum for < 92 mg/dL, a paciente é considerada normal no momento, mas deve realizar o TOTG entre 24-28 semanas. Se estiver entre 92 e 125 mg/dL, diagnostica-se DMG. Se for ≥ 126 mg/dL, o diagnóstico é de Diabetes Mellitus pré-existente (Diabetes overt).
Este período coincide com o pico de produção dos hormônios contra-insulínicos placentários, como o lactogênio placentário humano, que aumentam a resistência periférica à insulina, tornando este o momento de maior sensibilidade para detectar a falha pancreática materna em compensar essa resistência.
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