SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021
O diabetes mellitus representa um dos problemas de saúde mais sérios na atualidade, em termos tanto de número de pessoas afetadas, incapacitações, redução da capacidade laborativa e mortalidade prematura. Assinale abaixo a alternativa correta sobre o manejo desta doença.
Regime basal-bolus com monitorização glicêmica é ideal para otimizar tratamento em pacientes com falência pancreática (DM1).
O manejo do Diabetes Mellitus é individualizado. Em pacientes com falência pancreática, como no DM1, o regime basal-bolus de insulina, com medições frequentes da glicemia capilar, é a estratégia mais eficaz para mimetizar a secreção fisiológica de insulina e otimizar o controle glicêmico, prevenindo complicações.
O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica de alta prevalência e morbidade, exigindo um manejo complexo e individualizado para prevenir complicações micro e macrovasculares. O tratamento visa o controle glicêmico, a modificação do estilo de vida e o manejo de comorbidades. A escolha da terapia farmacológica depende do tipo de diabetes, da presença de comorbidades, do risco de hipoglicemia e das preferências do paciente. Em pacientes com falência pancreática, como no Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) ou em DM2 avançado com esgotamento da reserva de insulina, o regime de insulina basal-bolus é o mais recomendado. Este regime mimetiza a secreção fisiológica de insulina, com uma dose basal de longa duração para cobrir as necessidades entre as refeições e doses de bolus de ação rápida antes das refeições para cobrir a ingestão de carboidratos. A monitorização frequente da glicemia capilar é crucial para ajustar as doses e otimizar o controle. A metformina é a droga de primeira linha para a maioria dos pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2, mas não é indicada para DM1. É fundamental monitorar a função renal e os níveis de vitamina B12 durante o tratamento com metformina. Os alvos de hemoglobina glicada (HbA1c) devem ser individualizados, não sendo um valor único para todos os pacientes. A reavaliação da conduta terapêutica deve ser regular, geralmente a cada 3-6 meses, para garantir a eficácia e a segurança do tratamento.
O objetivo da hemoglobina glicada (HbA1c) é monitorar o controle glicêmico médio dos últimos 2-3 meses. O alvo é individualizado, mas geralmente busca-se <7% para a maioria dos adultos, podendo ser mais rigoroso (<6,5%) em pacientes jovens sem comorbidades ou mais flexível (<8%) em idosos ou com alto risco de hipoglicemia.
A metformina é a droga de primeira linha preferencial para a maioria dos pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2, especialmente aqueles com sobrepeso ou obesidade. Ela atua reduzindo a produção hepática de glicose e aumentando a sensibilidade à insulina, com baixo risco de hipoglicemia.
Durante o uso de metformina, é essencial monitorar a função renal (creatinina e taxa de filtração glomerular) periodicamente, pois a droga é contraindicada em casos de insuficiência renal grave devido ao risco de acidose láctica. A vitamina B12 também deve ser monitorada, pois o uso prolongado de metformina pode causar sua deficiência.
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