HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Eduarda de 33 anos de idade, com 12 semanas, comparece a sua primeira consulta de pré-natal. Não refere nenhum antecedente pessoal e não faz uso de nenhuma medicação. Tem PA: 120 x 80 mmHg e IMC: 29 kg/m². O exame obstétrico é compatível com a idade gestacional. Traz resultado de exames solicitados na UBS e coletados há uma semana, sem ter feito jejum: hemoglobina: 12 mg/dL, plaquetas: 180 mil/mm³, glicemia: 210 mg/dL, sorologias todas negativas. Nesse caso,
Gestante com glicemia casual ≥ 200 mg/dL = Diabetes Mellitus diagnosticado na gravidez (DM Overt).
Uma glicemia casual de 210 mg/dL em qualquer momento da gestação, mesmo sem jejum, é um critério diagnóstico para Diabetes Mellitus diagnosticado na gravidez (também conhecido como DM Overt na gravidez ou diabetes pré-existente). Não é necessário TOTG ou repetir em jejum para confirmar este diagnóstico, que implica em manejo imediato.
O diabetes na gravidez é uma condição comum que exige atenção especial devido aos riscos para a mãe e o feto. É crucial diferenciar o diabetes mellitus diagnosticado na gravidez (DM Overt), que são casos de diabetes pré-existente ou diagnosticado precocemente na gestação, do diabetes gestacional, que se manifesta ou é diagnosticado pela primeira vez no segundo ou terceiro trimestre. O DM Overt é diagnosticado com os mesmos critérios de diabetes fora da gravidez, como glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL ou glicemia casual ≥ 200 mg/dL, e requer manejo imediato. A fisiopatologia do diabetes na gravidez envolve a resistência à insulina induzida pelos hormônios placentários. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações como macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório e risco aumentado de malformações congênitas. O rastreamento universal para diabetes gestacional é feito entre 24-28 semanas com o TOTG, mas critérios de DM Overt podem ser identificados em qualquer momento da gestação. O tratamento envolve inicialmente mudanças no estilo de vida, como dieta e exercícios. Se as metas glicêmicas não forem atingidas, a insulinoterapia é a primeira escolha farmacológica. O acompanhamento rigoroso é essencial para monitorar os níveis de glicose e o bem-estar materno-fetal, visando um desfecho gestacional favorável e minimizando os riscos a longo prazo para a mãe e o bebê.
O diagnóstico de diabetes mellitus diagnosticado na gravidez (DM Overt) é feito se a gestante apresentar glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL (com ou sem sintomas clássicos) ou HbA1c ≥ 6,5% em qualquer momento da gestação.
O rastreamento para diabetes gestacional é tipicamente realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, utilizando o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose.
O diagnóstico precoce permite o início imediato do manejo, incluindo dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia, para prevenir complicações maternas (pré-eclâmpsia, parto prematuro) e fetais (macrossomia, malformações congênitas, hipoglicemia neonatal).
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