UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2024
“A associação de hiperglicemia e gravidez diferencia principalmente três grupos de pacientes: (i) aquelas com diabetes mellitus tipos 1 (DM1) e 2 (DM2), com diagnóstico confirmado antes da gestação, denominado de DM prévio; (ii) as mulheres com DM diagnosticado na gestação, mas com níveis glicêmicos que atingem os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelecidos para o diagnóstico do DM fora da gestação (DM diagnosticado na gestação); e (iii) aquelas com DM gestacional (DMG) com níveis glicêmicos que não atingem os critérios para o diagnóstico do DM fora da gestação”.Fonte: Cuidados obstétricos em diabetes mellitus gestacional no Brasil [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Sociedade Brasileira de Diabetes – Brasília: Ministério da Saúde, 2021.Considere uma paciente de 23 anos, primigesta, com 28 semanas de idade gestacional, sem patologias prévias à gestação, que compareceu para consulta de pré-natal na unidade básica de saúde. Ao verificar seu cartão de pré-natal, observou-se que ela não realizou glicemia de jejum no primeiro trimestre. O médico que a acompanha, solicitou um TOTG 75g que foi realizado na 25ª semana de gestação. Ao retornar, a paciente apresentou o resultado desse exame para avaliação: jejum = 135 mg/dL; 1hora = 252mg/dL; 2horas = 202 mg/dL. A paciente está assintomática. Avaliando o acima exposto, podemos concluir sobre o diagnóstico e tratamento dessa paciente:
DM diagnosticado na gestação: Jejum ≥126 ou 2h TOTG ≥200. Início: dieta, exercício e automonitoramento.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus diagnosticado na gestação é feito quando os critérios de DM fora da gestação são atingidos durante a gravidez. O tratamento inicial, mesmo nesses casos, é sempre com medidas não farmacológicas (dieta e atividade física) e automonitoramento, antes de considerar a insulinoterapia.
O diabetes na gestação é uma condição comum e de grande importância clínica, podendo ser classificado em Diabetes Mellitus prévio (DM1 ou DM2), DM diagnosticado na gestação ou Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). O rastreamento adequado e o diagnóstico precoce são cruciais para prevenir complicações maternas e fetais, como macrossomia, pré-eclâmpsia e distocia de ombro. A diferenciação entre os tipos é fundamental para o manejo adequado e o prognóstico a longo prazo. O diagnóstico de DM diagnosticado na gestação é estabelecido quando os critérios de DM fora da gravidez são atingidos durante a gestação, geralmente no primeiro trimestre ou a qualquer momento. Para o DMG, o rastreamento é feito entre 24 e 28 semanas com o TOTG 75g. A fisiopatologia envolve resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas, exacerbadas pelas alterações hormonais da gravidez. O tratamento inicial para todas as formas de hiperglicemia na gestação é focado em mudanças no estilo de vida, incluindo dieta balanceada e atividade física regular, acompanhadas de automonitoramento glicêmico. A insulinoterapia é indicada se as metas glicêmicas não forem alcançadas com essas medidas. O acompanhamento rigoroso é essencial para otimizar os resultados maternos e neonatais, e o rastreamento pós-parto é necessário para reavaliar o status glicêmico.
Os critérios para DM diagnosticado na gestação são os mesmos do DM fora da gestação: glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2h após TOTG 75g ≥ 200 mg/dL, ou glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos.
A conduta inicial é sempre o tratamento não farmacológico, que inclui dieta adequada e atividade física regular, além do automonitoramento das glicemias capilares. A insulinoterapia é reservada para casos que não atingem as metas glicêmicas com essas medidas.
DMG é diagnosticado por valores de TOTG 75g alterados (jejum ≥ 92, 1h ≥ 180, 2h ≥ 153 mg/dL) que não atingem os critérios de DM fora da gestação. DM diagnosticado na gestação ocorre quando os critérios de DM fora da gestação são preenchidos durante a gravidez.
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