Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020
Podemos aceitar que o diabetes mellitus (DM) consiste em um distúrbio metabólico assim adequadamente caracterizado:
DM = hiperglicemia persistente por deficiência/resistência insulina → complicações em longo prazo.
O Diabetes Mellitus é uma doença crônica que se caracteriza pela elevação dos níveis de glicose no sangue (hiperglicemia persistente), seja por falha na produção de insulina pelo pâncreas, por resistência das células à ação da insulina, ou por uma combinação de ambos. Essa condição, se não controlada, leva a sérias complicações micro e macrovasculares a longo prazo.
O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome metabólica de etiologia múltipla, caracterizada por hiperglicemia crônica resultante de defeitos na secreção e/ou na ação da insulina. Sua prevalência global tem aumentado significativamente, tornando-se um dos maiores desafios de saúde pública. Compreender sua definição é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado, prevenindo as graves complicações associadas. A fisiopatologia do DM envolve a incapacidade do corpo de produzir insulina suficiente (DM tipo 1) ou de usar a insulina de forma eficaz (DM tipo 2), levando ao acúmulo de glicose no sangue. A hiperglicemia persistente é o cerne da doença, desencadeando processos inflamatórios e danos oxidativos que afetam diversos órgãos e sistemas. O diagnóstico baseia-se em critérios laboratoriais bem estabelecidos, sendo fundamental a triagem em grupos de risco. O tratamento do DM visa o controle glicêmico rigoroso para prevenir ou retardar as complicações. Isso envolve mudanças no estilo de vida, terapia medicamentosa (insulina, antidiabéticos orais) e monitoramento contínuo. O prognóstico está diretamente ligado ao controle da doença e à prevenção das complicações crônicas, como retinopatia, nefropatia, neuropatia e doenças cardiovasculares, que representam as principais causas de morbimortalidade.
O diagnóstico de DM é feito com base em exames laboratoriais como glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2h após TOTG ≥ 200 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5% ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos.
A hiperglicemia persistente causa danos progressivos a vasos sanguíneos e nervos, levando a complicações microvasculares (retinopatia, nefropatia, neuropatia) e macrovasculares (doença arterial coronariana, AVC, doença arterial periférica).
O DM Tipo 1 é uma doença autoimune com destruição das células beta pancreáticas e deficiência absoluta de insulina, enquanto o DM Tipo 2 é caracterizado por resistência à insulina e deficiência relativa de sua secreção, geralmente associado a fatores de estilo de vida.
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