Cuidado ao Idoso na Atenção Primária: DM e Doença Cardíaca

FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2018

Enunciado

"Até meados do século passado a probabilidade de os brasileiros morrerem no auge da vida produtiva era um fato bastante concreto. Na atualidade, a expectativa de vida vem aumentando também em virtude dos avanços científicos e tecnológicos [...] (MEIRELES et al, 2007, p. 70). Fatos como o aumento da população idosa, influenciam o modo de gerir a atenção à saúde, visto que uma sociedade em processo de mudanças tem necessidade de adequação dos valores culturais das políticas sociais e de saúde, de maneira a atender às necessidades e aos problemas decorrentes do envelhecimento populacional" (STEVENSON e col, 1997 apud MEIRELES et al, 2007, p.70-71). Em se tratando do cuidado a adultos e idosos na atenção primária, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) existem amplas evidências de que alterações características do envelhecimento não tornam o indivíduo mais propenso ao desenvolvimento de hipertensão arterial sistêmica.
  2. B) a Diabetes Mellitus é considerada fator de risco para doenças cardiovasculares, o que explica uma prevalência quatro vezes maior de diabetes em idosos com doença cardíaca.
  3. C) alguns fatores com o estilo de vida, a obesidade e os hábitos alimentares são determinantes para a incidência da Diabetes Mellitus em adultos e idosos, enquanto fatores genéticos são condicionantes.
  4. D) arranjos familiares são importantes no apoio ao processo saúde-doença da população idosa adscrita a um território, o que lhes torna suficiente para subsidiar ações de melhorias na gestão do cuidado a essa clientela.
  5. E) estudos epidemiológicos têm mostrado que doenças crônicas incapacitantes são consequências inevitáveis do envelhecimento e pouco dependem do acesso que o indivíduo tem aos serviços preventivos.

Pérola Clínica

DM é fator de risco CV; idosos com DCV têm maior prevalência de DM.

Resumo-Chave

A Diabetes Mellitus é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, e sua prevalência aumenta com a idade. Em idosos, a coexistência de DM e doença cardíaca é comum, refletindo a inter-relação dessas condições crônicas.

Contexto Educacional

O cuidado a adultos e idosos na atenção primária é um pilar fundamental da saúde pública, especialmente em um cenário de envelhecimento populacional. A complexidade desse cuidado reside na alta prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e na inter-relação entre elas. A Diabetes Mellitus (DM) e as doenças cardiovasculares (DCV) são exemplos proeminentes, sendo a DM um reconhecido fator de risco independente para o desenvolvimento e agravamento de DCV, incluindo doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica. A prevalência de DM aumenta com a idade, e a coexistência de DM e DCV é particularmente comum em idosos. Estudos epidemiológicos demonstram que idosos com doença cardíaca apresentam uma prevalência significativamente maior de DM, o que sublinha a necessidade de uma abordagem integrada e multifacetada na atenção primária. O manejo dessas condições requer não apenas o controle glicêmico e da pressão arterial, mas também a modificação de fatores de risco comportamentais, como dieta, atividade física e cessação do tabagismo. É crucial que os profissionais de saúde na atenção primária estejam aptos a realizar o rastreamento, diagnóstico precoce e manejo adequado dessas condições, promovendo a prevenção de complicações e a melhoria da qualidade de vida dos idosos. A gestão do cuidado deve considerar a individualidade do paciente, suas comorbidades, polifarmácia e o suporte social disponível, visando um plano terapêutico abrangente e centrado na pessoa.

Perguntas Frequentes

Como o envelhecimento influencia o risco de hipertensão arterial sistêmica?

O envelhecimento está diretamente associado a alterações fisiológicas, como o endurecimento arterial e a disfunção endotelial, que aumentam a probabilidade de desenvolvimento de hipertensão arterial sistêmica, tornando-a uma condição comum em idosos.

Qual a importância do estilo de vida na prevenção da Diabetes Mellitus em idosos?

O estilo de vida, incluindo hábitos alimentares saudáveis e atividade física regular, é crucial na prevenção e manejo da Diabetes Mellitus em adultos e idosos, pois modula fatores como obesidade e resistência à insulina, embora fatores genéticos também sejam importantes condicionantes.

Os arranjos familiares são suficientes para o cuidado de idosos na atenção primária?

Embora os arranjos familiares sejam importantes no apoio ao processo saúde-doença da população idosa, eles não são suficientes por si só. É fundamental que as políticas sociais e de saúde ofereçam suporte complementar e ações de melhoria na gestão do cuidado a essa clientela, integrando os serviços de saúde.

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