Diabetes Insipidus: Diagnóstico e Fisiopatologia

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026

Enunciado

Durante o acompanhamento de um jovem com câncer cerebral apresenta queixas de sede em excesso e aumento do volume urinário, incluindo enurese noturna, é notada importante hipernatremia. A principal hipótese diagnóstica para o distúrbio de sódio descrito é:

Alternativas

  1. A) Secreção Inapropriada do ADH.
  2. B) Polidipsia psicogênica.
  3. C) Diabetes Insipidus.
  4. D) Síndrome Perdedora de Sal.
  5. E) Inibição do Peptídeo Natriurético Cerebral pelo crescimento do tumor.

Pérola Clínica

Poliúria + Polidipsia + Hipernatremia em paciente com tumor de SNC = Diabetes Insipidus.

Resumo-Chave

O Diabetes Insipidus central resulta da incapacidade de secretar ADH, levando à excreção de grandes volumes de urina diluída e consequente hipernatremia por perda de água livre.

Contexto Educacional

O Diabetes Insipidus (DI) é um distúrbio caracterizado pela excreção de grandes volumes de urina diluída (poliúria > 3L/dia ou > 40-50ml/kg/dia) e sede compensatória (polidipsia). No contexto de tumores cerebrais, a etiologia central é a mais comum, refletindo o dano estrutural ao eixo hipotálamo-hipofisário. A apresentação clínica com enurese noturna em jovens é um sinal clássico de poliúria que ultrapassa a capacidade vesical noturna. O diagnóstico laboratorial baseia-se na demonstração de urina inapropriadamente diluída (osmolaridade urinária baixa) na presença de osmolaridade plasmática elevada ou hipernatremia. O teste de restrição hídrica e a resposta à administração de desmopressina (DDAVP) são ferramentas essenciais para diferenciar o DI central do nefrogênico e da polidipsia primária. O tratamento do DI central foca na reposição do ADH com análogos sintéticos (DDAVP) e na garantia de hidratação adequada.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre Diabetes Insipidus Central e Nefrogênico?

O Diabetes Insipidus (DI) Central é causado pela deficiência na produção ou secreção do hormônio antidiurético (ADH) pela neuro-hipófise, frequentemente devido a traumas, tumores de SNC ou cirurgias. Já o DI Nefrogênico ocorre quando os rins são resistentes à ação do ADH circulante, podendo ser causado por doenças renais crônicas, distúrbios metabólicos (como hipercalcemia ou hipocalemia) ou uso de medicamentos como o lítio. Ambos resultam em poliúria aquosa, mas respondem de forma diferente ao teste da desmopressina (DDAVP).

Como o tumor cerebral causa Diabetes Insipidus?

Tumores que acometem a região hipotálamo-hipofisária, como craniofaringiomas, germinomas ou metástases, podem comprimir ou destruir os núcleos supraóptico e paraventricular do hipotálamo (onde o ADH é produzido) ou a haste hipofisária e neuro-hipófise (onde é armazenado e liberado). A interrupção dessa via impede a liberação de ADH em resposta ao aumento da osmolaridade plasmática, resultando na incapacidade renal de concentrar a urina.

Por que ocorre hipernatremia no Diabetes Insipidus?

A hipernatremia no DI é uma consequência da perda excessiva de água livre pela urina (poliúria aquosa). Sem a ação do ADH nos ductos coletores renais, as aquaporinas não são inseridas, e a água não é reabsorvida. Se o mecanismo da sede estiver preservado e o paciente tiver livre acesso à água, o sódio pode permanecer normal. No entanto, se a perda urinária exceder a ingestão, a concentração de sódio plasmático sobe, caracterizando a hipernatremia hipertônica.

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