Diabetes Insípido Central Pediátrico: Diagnóstico e Imagem

DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 4 anos de idade vem apresentando aumento do volume urinário há algumas semanas. Em avaliação inicial, observou-se poliúria, sódio e osmolaridade dentro do esperado para a idade. Foi submetido a teste de restrição hídrica, que resultou em osmolaridade urinária (Uosm) 50% superior ao platô após administração de DDAVP. Sobre o exame e a conduta nesse momento, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Solicitar tomografia computadorizada de sela túrcica com contraste para avaliação de neoplasia e malformações de SNC, dado o diagnóstico de diabetes insípido central.
  2. B) Solicitar ressonância magnética de sela túrcica para avaliação de neoplasia e malformações de SNC, em razão do diagnóstico de diabetes insípido central.
  3. C) Solicitar teste molecular para o gene receptor V2R, em razão de possível diabetes insípido nefrogênico.
  4. D) Encaminhar para avaliação de psiquiatra e equipe multidisciplinar por possível polidipsia primária.

Pérola Clínica

Uosm ↑ >50% após DDAVP em teste de restrição hídrica → Diabetes Insípido Central.

Resumo-Chave

Em crianças com diabetes insípido central, a investigação etiológica é crucial, e a ressonância magnética da sela túrcica é o exame de imagem de escolha para identificar causas como tumores (craniofaringiomas), malformações ou lesões inflamatórias/infiltrativas que afetam o hipotálamo-hipófise.

Contexto Educacional

O Diabetes Insípido Central (DIC) é uma condição rara em crianças, caracterizada pela deficiência na produção ou liberação de vasopressina (hormônio antidiurético - ADH) pela neuro-hipófise. Clinicamente, manifesta-se por poliúria e polidipsia intensas, podendo levar à desidratação e distúrbios eletrolíticos se não for adequadamente manejado. O diagnóstico precoce é crucial para prevenir complicações e investigar a causa subjacente. O diagnóstico de DIC é estabelecido por meio do teste de restrição hídrica, que avalia a capacidade de concentração urinária, seguido da administração de desmopressina (DDAVP), um análogo sintético da vasopressina. Um aumento significativo (>50%) na osmolaridade urinária após o DDAVP confirma o DIC, indicando que os rins são responsivos ao hormônio, mas há deficiência de sua produção endógena. Após o diagnóstico, a investigação etiológica é imperativa, especialmente em crianças. A ressonância magnética (RM) da sela túrcica e hipotálamo é o exame de imagem de escolha para identificar a causa do DIC em crianças. Tumores (como craniofaringiomas e germinomas), lesões infiltrativas (como histiocitose de células de Langerhans), malformações congênitas ou sequelas de trauma/infecção podem ser identificados. O tratamento consiste na reposição de DDAVP, e o manejo da causa subjacente, se identificada, é fundamental para o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Como o teste de restrição hídrica diferencia os tipos de diabetes insípido?

O teste avalia a capacidade renal de concentrar urina. Após a restrição, administra-se DDAVP. Se a osmolaridade urinária aumentar significativamente (>50%), indica Diabetes Insípido Central. Se não houver resposta, sugere Diabetes Insípido Nefrogênico.

Por que a ressonância magnética da sela túrcica é indicada no diabetes insípido central em crianças?

A RM de sela túrcica é essencial para investigar a etiologia do Diabetes Insípido Central, especialmente em crianças, onde tumores (como craniofaringiomas), malformações congênitas ou lesões inflamatórias podem ser a causa subjacente da deficiência de vasopressina.

Quais são as principais causas de diabetes insípido central em crianças?

Em crianças, as causas podem incluir tumores cerebrais (craniofaringiomas, germinomas), lesões infiltrativas (histiocitose de células de Langerhans), trauma, infecções, ou ser idiopático. A ausência do "sinal brilhante" da neuro-hipófise na RM pode ser um achado.

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