IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
O diabetes, quando associado à gestação, adiciona vários riscos de complicações. Em relação à associação entre diabetes e gravidez, é CORRETO afirmar que:
Hiperglicemia materna na embriogênese → principal fator de risco para anomalias congênitas em gestantes diabéticas.
O controle glicêmico rigoroso é crucial no período periconcepcional e primeiro trimestre para gestantes com diabetes pré-existente. A hiperglicemia durante a organogênese é o principal mecanismo por trás das malformações congênitas, sendo o diabetes gestacional de início tardio menos associado a estas.
O diabetes na gestação, seja pré-existente ou gestacional, é uma condição de alta relevância clínica devido aos múltiplos riscos maternos e fetais. A prevalência do diabetes gestacional tem aumentado, tornando seu manejo um pilar fundamental do pré-natal. A compreensão dos impactos da hiperglicemia no desenvolvimento fetal é crucial para a prevenção de complicações graves. A fisiopatologia das complicações fetais está diretamente ligada ao grau de controle glicêmico materno. A hiperglicemia durante a embriogênese (primeiro trimestre) é o principal fator etiológico para as anomalias congênitas, que são mais comuns em gestantes com diabetes pré-existente e mau controle. O diagnóstico precoce e o manejo intensivo são essenciais para minimizar esses riscos. O tratamento do diabetes na gestação foca no controle glicêmico rigoroso, primeiramente com dieta e exercícios. Se as metas não forem atingidas, a insulina é o fármaco de escolha, por sua eficácia e segurança fetal. Hipoglicemiantes orais são geralmente evitados ou usados com cautela, pois muitos atravessam a placenta. O acompanhamento multidisciplinar é fundamental para otimizar os resultados maternos e perinatais.
A hiperglicemia materna, especialmente no primeiro trimestre (período de organogênese), é o principal fator de risco para anomalias congênitas fetais, como malformações cardíacas, do tubo neural e renais. Também aumenta o risco de macrossomia, hipoglicemia neonatal e outras complicações.
Sim, a insulina é considerada o tratamento de escolha para o diabetes na gestação, tanto para o diabetes pré-existente quanto para o gestacional, quando a dieta e o exercício não são suficientes. Ela não atravessa a barreira placentária de forma significativa, não sendo teratogênica.
O diabetes gestacional geralmente se manifesta no segundo ou terceiro trimestre, após o período crítico da organogênese fetal. O diabetes pré-existente, por outro lado, expõe o embrião à hiperglicemia desde o início da gestação, aumentando significativamente o risco de malformações.
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