HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022
Uma gestante de 26 semanas, 18 anos de idade, primigesta, pré-natal de baixo risco até a presente data, com exames do primeiro trimestre normais, realizou exames laboratoriais de pré-natal com teste oral de tolerância à glicose após 75 g dextrosol, com os seguintes resultados glicemia de jejum = 80 mg/dL, glicemia após 1 h = 187 mg/dL e após duas horas = 157 mg/dL.Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Rastreamento DG: TOTG 75g entre 24-28 semanas devido ↑ resistência insulina por hormônios placentários.
O rastreamento para Diabetes Gestacional (DG) é realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, pois nesse período ocorre um aumento fisiológico da resistência à insulina, mediado por hormônios placentários como o lactogênio placentário e o hormônio liberador de corticotrofina, que podem desmascarar a DG.
O Diabetes Gestacional (DG) é uma condição de intolerância à glicose que surge ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gestação. Sua prevalência varia, mas é uma das complicações médicas mais comuns da gravidez, impactando significativamente a saúde materno-fetal. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais para prevenir desfechos adversos. O rastreamento do DG é universal e deve ser realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, utilizando o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de dextrosol. Essa janela temporal é escolhida porque é quando os hormônios placentários, como o lactogênio placentário e o hormônio liberador de corticotrofina, atingem níveis que induzem maior resistência à insulina, tornando o organismo materno mais propenso a desenvolver hiperglicemia. Os critérios diagnósticos para o TOTG 75g são: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL e 2 horas ≥ 153 mg/dL, sendo o diagnóstico confirmado com apenas um valor alterado. O manejo do DG envolve inicialmente mudanças no estilo de vida, como dieta e exercícios físicos. Se as metas glicêmicas não forem atingidas, a insulinoterapia é o tratamento de escolha. O acompanhamento rigoroso é fundamental para monitorar a saúde da mãe e do feto, prevenindo complicações como macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal, pré-eclâmpsia e o risco materno de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.
Segundo a SOGIA/ADA, os valores de corte para o TOTG 75g são: jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL e 2 horas ≥ 153 mg/dL. O diagnóstico é feito com um ou mais valores alterados.
O rastreamento é realizado nesse período devido ao aumento da resistência à insulina, induzida por hormônios placentários como o lactogênio placentário e o hormônio liberador de corticotrofina, que atingem níveis significativos e podem desmascarar a doença.
Para a mãe, há risco aumentado de pré-eclâmpsia, parto prematuro e desenvolvimento de diabetes tipo 2 futuro. Para o feto, macrossomia, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório e maior risco de obesidade e diabetes na vida adulta.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo