UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
Tercigesta de 36 anos, com 34 semanas de gestação, tem diagnóstico de diabetes gestacional (GTT 75 g alterado) e está sendo tratada com dieta para diabéticos (1800 Kcal/dia) e caminhada (150 minutos/semana). Exame físico: IMC: 37 kg/m², PA: 130/80 mmHg, altura uterina > percentil 90. Ultrassom obstétrico: peso fetal no percentil 80, índice de líquido amniótico > percentil 90. Controle glicêmico (HGT): jejum (92 mg/dL), 2 horas pós-café (121 mg/dL), 2 horas pós-almoço (144 mg/dL) e 2 horas pós-jantar (132 mg/dL).As condutas são:
DG com controle glicêmico inadequado + sinais de macrossomia → iniciar insulina e programar parto ~37 semanas.
Em gestantes com diabetes gestacional e controle glicêmico insatisfatório apesar das medidas não farmacológicas, especialmente na presença de sinais de macrossomia fetal ou polidramnio, a insulinoterapia é a primeira escolha. A resolução da gestação deve ser antecipada, geralmente entre 37 e 39 semanas, dependendo do controle e complicações.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição comum que afeta a saúde materna e fetal, sendo crucial seu diagnóstico e manejo adequados. Caracteriza-se pela intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gestação. O rastreamento é feito com o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) entre 24 e 28 semanas, ou mais cedo em pacientes de alto risco. O manejo inicial envolve dieta individualizada e atividade física regular. Quando as metas glicêmicas (jejum < 95 mg/dL, 1h pós-prandial < 140 mg/dL, 2h pós-prandial < 120 mg/dL) não são atingidas com as medidas não farmacológicas, a insulinoterapia é a primeira escolha, sendo o tratamento mais eficaz e seguro para o feto. Outras opções como metformina podem ser consideradas em casos selecionados, mas a insulina é preferencial, especialmente na presença de macrossomia ou polidramnio. O controle glicêmico rigoroso é fundamental para prevenir complicações como macrossomia, hipoglicemia neonatal, distocia de ombro e aumento do risco de diabetes tipo 2 futuro para a mãe e o filho. A programação do parto em gestantes com DG depende do controle glicêmico e da presença de complicações. Em gestações bem controladas, o parto pode ser agendado entre 39-40 semanas. No entanto, em casos de controle glicêmico inadequado, macrossomia fetal ou outras complicações, a resolução da gestação é frequentemente antecipada para 37-39 semanas, visando reduzir os riscos maternos e fetais associados à prolongação da gravidez.
A insulinoterapia é indicada quando as metas glicêmicas não são atingidas com dieta e exercícios, ou na presença de complicações como macrossomia fetal ou polidramnio, mesmo com bom controle aparente.
O momento da resolução varia conforme o controle glicêmico e a presença de complicações. Em casos bem controlados, pode-se aguardar até 39-40 semanas. Com controle inadequado ou macrossomia, a resolução é antecipada, geralmente entre 37 e 39 semanas.
A macrossomia fetal aumenta o risco de distocia de ombro, lesões do plexo braquial, fraturas claviculares, hipoglicemia neonatal e icterícia, além de maior chance de cesariana.
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