HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020
Uma gestante com 37 anos, com sobrepeso, e que teve recém-nascido por via alta, em gravidez anterior, pesando 4200 g, iniciou pré-natal com 13 semanas e apresentou glicemia de jejum de 94 mg. Em relação ao diagnóstico de diabetes, é correto afirmar que
GJ ≥ 92 mg/dL no 1º trimestre ou em qualquer momento → Diabetes Gestacional.
Uma glicemia de jejum (GJ) de 94 mg/dL em qualquer momento da gestação, especialmente no primeiro trimestre, já é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Gestacional, conforme os critérios da SBD/ADA. Os fatores de risco da paciente (idade, sobrepeso, macrossomia anterior) reforçam a suspeita.
O diabetes gestacional (DG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É uma condição comum, com prevalência crescente, e sua importância reside no risco aumentado de complicações maternas e fetais se não for adequadamente diagnosticado e manejado. A fisiopatologia do DG envolve a resistência à insulina induzida pelos hormônios placentários, que se torna mais pronunciada no segundo e terceiro trimestres. No entanto, em pacientes com fatores de risco preexistentes, como idade avançada, sobrepeso e histórico de macrossomia, a intolerância à glicose pode se manifestar precocemente. Uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL no primeiro trimestre já é diagnóstica de DG. O diagnóstico precoce do DG é crucial para iniciar intervenções como modificações dietéticas e atividade física, e, se necessário, terapia farmacológica (insulina). O manejo adequado visa manter os níveis glicêmicos dentro da faixa alvo, prevenindo complicações como macrossomia fetal, distocia de ombro, hipoglicemia neonatal e pré-eclâmpsia.
No primeiro trimestre, uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL (mas < 126 mg/dL) é suficiente para diagnosticar diabetes gestacional. Se a GJ for ≥ 126 mg/dL, é diabetes pré-gestacional.
Fatores de risco incluem idade materna avançada (>35 anos), sobrepeso/obesidade, histórico familiar de diabetes, macrossomia fetal em gestação anterior, SOP e histórico de diabetes gestacional prévio.
O diagnóstico precoce permite o início imediato do manejo (dieta, exercício, e se necessário, insulina), reduzindo o risco de complicações maternas (pré-eclâmpsia) e fetais (macrossomia, hipoglicemia neonatal, distocia de ombro).
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