Diabetes Gestacional: Critérios Diagnósticos ADA Essenciais

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020

Enunciado

Em relação ao Diabetes Gestacional, utilizando como critérios diagnósticos as últimas recomendações da ADA (American Diabetes Association), podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) Com glicemia de jejum de 85mg/dL no primeiro trimestre, a gestante é considerada como pré-diabética.
  2. B) Na glicemia de jejum do primeiro trimestre com valor de 200mg/dL deve-se considerá- la como alto risco para Diabetes Gestacional e confirmar o diagnóstico com Teste Oral de Tolerância a Glicose 75g, 2 dosagens, imediatamente.
  3. C) Glicemia de jejum do primeiro trimestre de 95mg/dL é considerada como Diabetes Gestacional devendo-se iniciar a rotina terapêutica, não necessitando exames diagnósticos adicionais.
  4. D) Se a gestante possui glicemia de jejum do primeiro trimestre de 93mg/dL é necessário realizar Teste Oral de Tolerância a Glicose 75g, 3 dosagens, para confirmar o diagnóstico de Diabetes Gestacional.
  5. E) O Teste Oral de Tolerância a Glicose é exame essencial para confirmação diagnóstico e deve ser realizado em qualquer período da gestação.

Pérola Clínica

Glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL no 1º trimestre = Diabetes Gestacional (critérios ADA).

Resumo-Chave

De acordo com as recomendações da ADA, uma glicemia de jejum no primeiro trimestre ≥ 92 mg/dL já é suficiente para diagnosticar Diabetes Gestacional, iniciando-se o manejo terapêutico sem necessidade de exames adicionais para confirmação.

Contexto Educacional

O Diabetes Gestacional (DG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É uma condição comum que afeta a saúde materna e fetal, aumentando o risco de complicações como macrossomia, pré-eclâmpsia e DG futuro. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para otimizar os resultados. As recomendações da American Diabetes Association (ADA) para o diagnóstico de DG incluem a avaliação da glicemia no primeiro trimestre. Uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL (mas < 126 mg/dL) no primeiro trimestre já é suficiente para o diagnóstico de DG, e o tratamento deve ser iniciado. Se a glicemia de jejum for ≥ 126 mg/dL ou glicemia casual ≥ 200 mg/dL, a gestante é diagnosticada com diabetes pré-gestacional. Para gestantes sem diagnóstico no primeiro trimestre, o rastreamento é realizado entre 24 e 28 semanas com o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g, com três dosagens (jejum, 1h e 2h). Os critérios para o TOTG de 75g são: jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL, 2 horas ≥ 153 mg/dL. O DG é diagnosticado se um ou mais desses valores forem atingidos ou excedidos. O manejo envolve dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia. É fundamental que os residentes compreendam esses critérios para um diagnóstico e tratamento eficazes, minimizando os riscos para mãe e bebê.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios da ADA para o diagnóstico de Diabetes Gestacional no primeiro trimestre?

No primeiro trimestre, uma glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL (mas < 126 mg/dL) é suficiente para o diagnóstico de Diabetes Gestacional, segundo a ADA, sem necessidade de exames adicionais para confirmação.

Quando o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g é indicado para Diabetes Gestacional?

O TOTG de 75g é indicado para rastreamento e diagnóstico de Diabetes Gestacional entre 24 e 28 semanas de gestação, caso não tenha sido diagnosticado no primeiro trimestre.

Qual a importância do diagnóstico precoce do Diabetes Gestacional?

O diagnóstico precoce permite o início rápido do manejo terapêutico, minimizando os riscos de complicações maternas (como pré-eclâmpsia) e fetais (como macrossomia e hipoglicemia neonatal).

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