Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Uma gestante de 26 semanas foi diagnosticada com diabetes gestacional após apresentar glicemia de jejum de 84 mg/dL no primeiro trimestre. Esse diagnóstico baseou-se em um teste oral de tolerância à glicose. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o resultado do teste.
DG: TOTG 75g com ≥1 valor alterado (Jejum ≥92, 1h ≥180, 2h ≥153 mg/dL).
O diagnóstico de diabetes gestacional é feito quando um ou mais valores do teste oral de tolerância à glicose (TOTG) de 75g atingem ou excedem os limites estabelecidos. A glicemia de jejum isolada pode ser normal, mas o TOTG revela a intolerância à glicose.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição comum que afeta cerca de 10-20% das gestações no Brasil, sendo definida como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. Sua importância clínica reside no aumento do risco de complicações maternas e fetais, incluindo pré-eclâmpsia, parto prematuro, macrossomia fetal, hipoglicemia neonatal e maior risco de desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 para a mãe e o filho no futuro. O rastreamento e diagnóstico adequados são fundamentais para um bom prognóstico. O diagnóstico do DG é primariamente realizado através do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose, geralmente entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. Os critérios diagnósticos são rigorosos: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, glicemia de 1 hora ≥ 180 mg/dL ou glicemia de 2 horas ≥ 153 mg/dL. A presença de apenas um desses valores alterados já é suficiente para confirmar o diagnóstico. É crucial diferenciar esses valores dos critérios para diabetes em não gestantes, que são mais elevados, pois a gestação impõe um estresse metabólico único. Uma vez diagnosticado, o tratamento do DG envolve inicialmente mudanças no estilo de vida, como dieta balanceada e exercícios físicos. Se as metas glicêmicas não forem atingidas, a insulinoterapia é a principal intervenção farmacológica. O acompanhamento rigoroso da glicemia e do bem-estar fetal é essencial para otimizar os resultados maternos e perinatais, minimizando os riscos associados à hiperglicemia na gestação.
O diagnóstico de diabetes gestacional é estabelecido se um ou mais dos seguintes valores forem atingidos ou excedidos no TOTG de 75g: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, glicemia de 1 hora ≥ 180 mg/dL ou glicemia de 2 horas ≥ 153 mg/dL.
O rastreamento universal para diabetes gestacional é geralmente realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. Em gestantes com fatores de risco, pode ser feito mais precocemente, no primeiro trimestre.
O diagnóstico e manejo precoces do diabetes gestacional são cruciais para prevenir complicações maternas, como pré-eclâmpsia e macrossomia fetal, e reduzir riscos neonatais, como hipoglicemia e distocia de ombro.
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