SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
As alterações no organismo materno durante a gravidez são fisiologicamente diabetogênicas. O desenvolvimento da resistência à insulina a partir da segunda metade da gestação é uma adaptação fisiológica que visa transferir o metabolismo de energia materna da oxidação dos carboidratos para o de lipídios, preservando a glicose a ser fornecida ao feto. O diagnóstico de diabetes gestacional pode ser confirmado por _______________ e podemos afirmar que essa patologia aumenta o risco de _______________:
DG: Glicemia jejum 92-125 mg/dL ou TOTG alterado. Complicações: pré-eclâmpsia, macrossomia, tocotraumatismo.
O diagnóstico de diabetes gestacional (DG) é feito com glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL (mas < 126 mg/dL) ou teste oral de tolerância à glicose (TOTG) alterado. As complicações maternas e fetais são diversas, incluindo pré-eclâmpsia, macrossomia fetal e tocotraumatismo.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição de intolerância à glicose que surge ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Sua prevalência varia, mas é uma das complicações médicas mais comuns da gestação, afetando cerca de 10% a 20% das gestações no Brasil. É crucial o rastreamento e diagnóstico precoce para prevenir desfechos adversos maternos e perinatais. A fisiopatologia do DG envolve uma resistência à insulina progressiva, especialmente na segunda metade da gestação, devido à ação de hormônios placentários como o lactogênio placentário, progesterona e cortisol. Essa resistência visa garantir um suprimento adequado de glicose ao feto, mas em algumas mulheres, o pâncreas não consegue compensar com o aumento da produção de insulina, levando à hiperglicemia. O diagnóstico é feito por glicemia de jejum ou TOTG, e o manejo inclui dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia. As complicações do DG são significativas e incluem, para a mãe, maior risco de pré-eclâmpsia, parto cesáreo e desenvolvimento futuro de diabetes tipo 2. Para o feto, as complicações são macrossomia, tocotraumatismo (fraturas, paralisia de plexo braquial), hipoglicemia neonatal, icterícia, policitemia e síndrome do desconforto respiratório. O controle glicêmico rigoroso é fundamental para minimizar esses riscos e garantir um bom prognóstico materno-fetal.
O diagnóstico de diabetes gestacional pode ser feito com uma glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL, ou por meio do teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com 75g de glicose, se um dos valores (jejum, 1h ou 2h) for alterado.
As principais complicações maternas incluem pré-eclâmpsia, infecções urinárias, polidrâmnio e maior risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 no futuro.
As complicações fetais e neonatais incluem macrossomia fetal, tocotraumatismo, hipoglicemia neonatal, icterícia, síndrome do desconforto respiratório e maior risco de obesidade e diabetes na vida adulta.
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