SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2023
O Diabetes gestacional assim como os distúrbios hipertensivos quando surgem na gravidez requerem cuidados específicos e maior vigilância do binômio materno-fetal. Sobre essas afecções durante a gestação, analise as sentenças abaixo e marque a (V) para Verdadeiro e (F) para Falso, e depois assinale a alternativa CORRETA.( ) O diagnóstico de diabetes gestacional é feito pela dosagem da glicemia de jejum no primeiro trimestre quando acima de 91mg/dL e a partir do segundo trimestre através do teste oral de tolerância a glicose que deverá ser solicitado em todas as gestantes que não tiverem diagnóstico prévio.( ) O Teste oral de tolerância à glicose deve ser solicitado quando a glicemia de jejum for maior que 126mg/dL para confirmar o diagnóstico de Diabete prégestacional.( ) Para definição de Pré-eclâmpsia é necessário a presença da hipertensão, da proteinúria maciça e do edema de extremidades após 20 semanas de gravidez.( ) O Sulfato de Magnésio está indicado apenas diante de convulsões tônico-clônicas generalizadas, o que caracteriza a Eclâmpsia, e deve ser mantido por 24 horas após a interrupção da gestação.( ) A síndrome HELLP é uma quadro grave e se caracteriza, em sua forma completa, por plaquetopenia, elevação das enzimas hepáticas e hemólise, podendo ocorrer em pacientes sem proteinúria.
DG: Jejum >91mg/dL (1º tri) ou TTOG 24-28s. Pré-eclâmpsia: HAS + proteinúria (edema não é critério). HELLP: hemólise, enzimas hepáticas ↑, plaquetas ↓.
Esta questão aborda múltiplos conceitos importantes em obstetrícia. O diagnóstico de diabetes gestacional no primeiro trimestre pode ser feito com glicemia de jejum >91 mg/dL, e o rastreamento universal com TTOG no segundo trimestre é padrão. É crucial lembrar que o edema não é mais um critério diagnóstico para pré-eclâmpsia e que o sulfato de magnésio é usado tanto para tratamento da eclâmpsia quanto para prevenção em pré-eclâmpsia grave. A síndrome HELLP pode ocorrer mesmo sem proteinúria.
O diabetes gestacional e os distúrbios hipertensivos da gravidez são condições clínicas de grande relevância na obstetrícia, exigindo vigilância e manejo adequados para otimizar os resultados maternos e perinatais. O rastreamento do diabetes gestacional envolve a glicemia de jejum no primeiro trimestre (≥ 92 mg/dL) e o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TTOG) com 75g entre 24 e 28 semanas para todas as gestantes sem diagnóstico prévio. Os distúrbios hipertensivos, como a pré-eclâmpsia, são definidos pela hipertensão arterial após 20 semanas de gestação, acompanhada de proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. É crucial notar que o edema generalizado, embora comum, não é mais um critério diagnóstico. A eclâmpsia, a forma mais grave, é caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para o tratamento da eclâmpsia e para a prevenção de convulsões em casos de pré-eclâmpsia grave, e sua administração se estende por 24 horas pós-parto ou após a última convulsão. A síndrome HELLP (Hemólise, Elevação de Enzimas Hepáticas e Plaquetopenia) é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, podendo ocorrer em até 20% dos casos de pré-eclâmpsia grave. É importante reconhecer que a síndrome HELLP pode se manifestar mesmo na ausência de proteinúria, exigindo alta suspeição clínica diante de sintomas como dor epigástrica, dor no quadrante superior direito do abdome, náuseas e vômitos, associados às alterações laboratoriais características. O manejo dessas condições é fundamental para a segurança da mãe e do feto.
A pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4 horas de intervalo) após 20 semanas de gestação, associada à proteinúria (≥ 300 mg em 24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) ou, na ausência de proteinúria, a sinais de disfunção de órgãos-alvo.
O sulfato de magnésio é indicado para o tratamento da eclâmpsia (convulsões tônico-clônicas generalizadas) e para a prevenção de convulsões em gestantes com pré-eclâmpsia grave. Sua administração deve ser mantida por 24 horas após o parto ou a última convulsão.
Não, a síndrome HELLP, embora frequentemente associada à pré-eclâmpsia, pode ocorrer em pacientes sem proteinúria. Ela se caracteriza por hemólise, elevação das enzimas hepáticas e plaquetopenia, sendo uma forma grave de pré-eclâmpsia.
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