FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Paciente de 28 anos, obesa, filha de mãe diabética, chega a consulta de pré-natal com 22 semanas de gestação e exame de glicose no sangue de 98 mg/dl. Em relação ao diabetes gestacional, segundo estudo Whapo e ADA 2011, aponte a alternativa CORRETA:
DG: Glicemia de jejum < 92 mg/dL no início da gestação → TTG 75g entre 24-28 semanas.
O rastreamento do diabetes gestacional é crucial para a saúde materno-fetal. A glicemia de jejum inicial é um marcador importante, e valores abaixo de 92 mg/dL indicam a necessidade de um teste de tolerância à glicose oral (TTG 75g) entre 24 e 28 semanas para confirmar ou excluir o diagnóstico.
O diabetes gestacional (DG) é uma condição de intolerância à glicose que surge ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Sua prevalência tem aumentado, e o diagnóstico precoce e manejo adequado são fundamentais para prevenir complicações maternas e fetais, como macrossomia, pré-eclâmpsia e distocia de ombro. As diretrizes da American Diabetes Association (ADA) e o estudo HAPO (Hyperglycemia and Adverse Pregnancy Outcomes) de 2011 são referências importantes para o rastreamento e diagnóstico. O rastreamento do DG geralmente começa com a avaliação da glicemia de jejum no primeiro trimestre. Se a glicemia de jejum for < 92 mg/dL, a gestante deve ser submetida ao Teste de Tolerância à Glicose Oral (TTG) com 75g de glicose entre 24 e 28 semanas de gestação. Valores de glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL no início da gestação já são considerados diagnósticos de DG, enquanto valores ≥ 126 mg/dL ou HbA1c ≥ 6,5% caracterizam diabetes pré-gestacional. O TTG 50g não é mais a principal ferramenta diagnóstica, sendo o TTG 75g o padrão ouro. Para residentes, é vital compreender que a obesidade e história familiar de diabetes são fatores de risco significativos. O manejo do DG envolve dieta, exercícios e, se necessário, insulinoterapia. No puerpério, é mandatório reavaliar o status glicêmico da paciente, geralmente com um TTG 75g entre 6 e 12 semanas pós-parto, pois muitas mulheres com DG podem desenvolver diabetes tipo 2 posteriormente. A educação da paciente sobre o risco futuro e a importância de um estilo de vida saudável é um pilar do cuidado.
Segundo a ADA 2011 e Whapo, o diagnóstico de diabetes gestacional é feito com o TTG 75g entre 24-28 semanas, com um ou mais dos seguintes valores alterados: jejum ≥ 92 mg/dL, 1 hora ≥ 180 mg/dL ou 2 horas ≥ 153 mg/dL. Glicemia de jejum inicial ≥ 92 mg/dL já pode indicar DG.
O TTG 75g é indicado para gestantes com glicemia de jejum inicial (no primeiro trimestre) menor que 92 mg/dL, sendo realizado entre 24 e 28 semanas de gestação. Se a glicemia de jejum inicial for ≥ 92 mg/dL, o diagnóstico de DG já pode ser considerado, ou se for ≥ 126 mg/dL, é diabetes pré-gestacional.
O acompanhamento pós-parto é crucial, pois mulheres com história de diabetes gestacional têm risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. Recomenda-se realizar um TTG 75g entre 6 e 12 semanas pós-parto para reclassificar o status glicêmico e orientar sobre prevenção.
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