PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Avaliando o registro dos exames de pré-natal de uma gestante foi encontrado que a glicemia de jejum no primeiro trimestre foi 94. No segundo trimestre foi realizado o TOTG que teve 3 dosagens: Jejum: 92 mg/dl, 1 hora após sobrecarga: 179mg/dl e 2 horas após sobrecarga: 136 mg/dl.Segundo as recomendações da OPAS/MS/Febrasgo/MS, 2019, a paciente deveria
DG: Glicemia jejum ≥92 ou TOTG alterado. Tratamento inicial = dieta + exercício. Se não controlar em 2 semanas (jejum ≥95, 1h ≥140, 2h ≥120) → insulina.
O diagnóstico de Diabetes Gestacional (DG) é feito por glicemia de jejum no 1º trimestre (≥92 mg/dL) ou TOTG no 2º trimestre (jejum ≥92, 1h ≥180, 2h ≥153 mg/dL - critérios da questão são diferentes, mas a lógica é a mesma). O tratamento inicial sempre envolve mudanças no estilo de vida. A insulinoterapia é indicada se as metas glicêmicas não forem atingidas após 1 a 2 semanas de intervenção não farmacológica.
O Diabetes Gestacional (DG) é definido como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. É uma condição comum que afeta aproximadamente 10-20% das gestações no Brasil e está associada a riscos maternos e fetais, como macrossomia, pré-eclâmpsia, parto prematuro e maior risco de diabetes tipo 2 futuro para a mãe e o filho. O rastreamento e diagnóstico precoce são fundamentais para um bom prognóstico. O diagnóstico de DG é realizado em duas etapas: no primeiro trimestre, com glicemia de jejum (≥92 mg/dL já diagnostica DG); e entre 24-28 semanas, com o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 75g. Os critérios para TOTG (OPAS/MS/Febrasgo 2019) são: jejum ≥92 mg/dL, 1h ≥180 mg/dL ou 2h ≥153 mg/dL. A presença de um único valor alterado já é suficiente para o diagnóstico. No caso da questão, a paciente tem DG pelos valores do TOTG (Jejum: 92 mg/dl, 1 hora: 179mg/dl e 2 horas: 136 mg/dl). O manejo inicial do DG é sempre não farmacológico, com terapia nutricional e atividade física. As gestantes devem ser orientadas sobre uma dieta balanceada e a prática de exercícios leves a moderados. As metas glicêmicas a serem alcançadas são: jejum <95 mg/dL, 1h pós-prandial <140 mg/dL e 2h pós-prandial <120 mg/dL. Se, após 1 a 2 semanas de adesão rigorosa a essas medidas, as metas não forem atingidas, a insulinoterapia é a próxima etapa, sendo a metformina uma alternativa em casos selecionados, embora a insulina seja a droga de escolha.
Segundo as diretrizes de 2019 (OPAS/MS/Febrasgo), a DG é diagnosticada se a glicemia de jejum no 1º trimestre for ≥92 mg/dL, ou se no TOTG de 75g (24-28 semanas) um dos valores for alterado: jejum ≥92 mg/dL, 1h ≥180 mg/dL ou 2h ≥153 mg/dL. Na questão, o TOTG foi: Jejum: 92 mg/dl, 1 hora: 179mg/dl e 2 horas: 136 mg/dl, indicando DG.
A primeira linha de tratamento para diabetes gestacional é sempre a terapia nutricional (dieta adequada) e a prática de atividade física regular, adaptada à gestação. Essas medidas devem ser implementadas por 1 a 2 semanas antes de considerar a farmacoterapia.
A insulina é indicada se, após 1 a 2 semanas de dieta e atividade física, as metas glicêmicas não forem atingidas. As metas são: glicemia de jejum <95 mg/dL, glicemia 1 hora pós-prandial <140 mg/dL e glicemia 2 horas pós-prandial <120 mg/dL.
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